Governador afirma que investimentos em pavimentação, urbanização e saúde seguem critérios de planejamento, não alinhamento partidário; cita projeto de hospital municipal em Feira de Santana como exemplo de cooperação institucional.
SALVADOR – O governador Jerônimo Rodrigues (PT) rechaçou, neste domingo (15), qualquer interpretação de que os investimentos do Estado em municípios como Jequié e Feira de Santana estejam atrelados a negociações políticas. Durante coletiva no Circuito Campo Grande, o petista defendeu que as ações do governo são orientadas por projetos técnicos e necessidades estruturais, independentemente da cor partidária das gestões municipais.
“O que nós estamos construindo é um ambiente de combinação. Já me expressei: sem qualquer negociação de troca de dinheiro por política pública. O que eu faço em Jequié e em Feira faço na Bahia inteira”, declarou Jerônimo.
O governador elogiou a qualidade técnica da carteira de projetos apresentada pelo prefeito de Jequié, Zé Cocá, e também destacou o empenho do prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, na estruturação de propostas para o município. “São projetos que me interessam: pavimentação, urbanização, parque público. Isso é planejamento”, afirmou.
Jerônimo mencionou ainda a discussão em torno da construção de um hospital municipal em Feira de Santana – demanda antiga que, segundo ele, sobrecarrega a rede estadual. “Feira não tem hospital municipal. Isso acaba jogando toda a demanda para o Estado. Ele já manifestou que quer construir, e eu estou pegando na mão dele”, disse.
Para o governador, a cooperação institucional entre Estado e municípios é estratégica para fechar o ciclo de atendimento à população, integrando unidades básicas, policlínicas e hospitais. “O que nos move é garantir serviço público funcionando, independente de partido”, concluiu.
A declaração ocorre em meio às especulações sobre uma possível aproximação de Zé Ronaldo – principal nome da oposição em Feira de Santana e vice preferencial de ACM Neto – com o campo governista. Jerônimo insiste na tese institucional, mas o gesto de “pegar na mão” do prefeito para viabilizar obras estratégicas é lido nos bastidores como um movimento de aproximação política de alto impacto.
