O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a justificar as mudanças propostas pelo governo estadual para o Planserv, enviadas recentemente à Assembleia Legislativa da Bahia. Segundo ele, a atualização das regras é indispensável para que o plano de saúde do servidor público consiga ampliar a rede credenciada e fortalecer a oferta de serviços em diferentes regiões do estado.
Jerônimo afirmou que a limitação da rede assistencial não decorre apenas de questões contratuais, mas da ausência de estrutura privada em parte do interior. “Você chega, por exemplo, em um município da Chapada Diamantina onde não há hospital nem clínica. As pessoas precisam ir para Andaraí, Lençóis, Seabra ou Ibotirama. Nem sempre isso é culpa do PlanServ; muitas vezes, não existe naquele local um hospital privado com o qual possamos firmar contrato e atender pelo plano de saúde”, disse durante a Conferência Nacional de Produtores e Usuários de Dados, realizada nesta quarta-feira (3) em Salvador.
O governador descreveu a proposta enviada à ALBA como uma medida de correção social que busca ajustar as contribuições de acordo com a renda do servidor. “A proposta se trata de uma correção social muito forte, para aqueles que ganham menos poderem pagar menos. É o que Lula fez agora com o imposto de renda, e aqueles que ganham mais precisam também fazer a devida compensação”, afirmou.
Jerônimo reiterou que o Planserv cobre atualmente cerca de 500 mil beneficiários e que o principal objetivo das mudanças é fortalecer o atendimento, e não aumentar a arrecadação do fundo. “Tenho certeza de que, com os ajustes que a ALBA considerar necessários para melhorar o projeto, isso será feito. Mas a nossa intenção não é arrecadar mais dinheiro, não é isso. É melhorar, cada vez mais, os serviços prestados pelo PlanServ”, concluiu.
