O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), rebateu nesta sexta-feira (29) as críticas feitas pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) ao Programa de Governo Participativo (PGP) e afirmou que o adversário deixou a prefeitura da capital sem consolidar referências em políticas públicas.
A declaração foi dada durante agenda em Salvador, após ACM Neto ironizar o lançamento do PGP promovido pelo PT no estado.
Sem citar diretamente o nome do ex-prefeito em parte da fala, Jerônimo criticou o fato de ACM Neto ter buscado experiências administrativas em outros estados e afirmou que a prioridade do governo petista é ouvir a população baiana antes de formular propostas.
“Infelizmente o ex-prefeito de Salvador governou Salvador por oito anos, parece que não criou referência de políticas públicas. Ele foi para Goiás fazer o PGP dele em Goiás, ele foi para o Rio de Janeiro ou foi São Paulo fazer um PGP”, afirmou.
O governador disse não ser contrário à troca de experiências com outras administrações, mas defendeu que a construção de políticas públicas deve partir das demandas apresentadas pela população local.
“Nada contra buscar experiências externas, mas primeiro eu vou ouvir o meu povo, é onde o sapato aperta que o povo sabe o que pede, é lá que eu vou ouvir”, declarou.
Jerônimo também afirmou que pretende realizar plenárias em todos os territórios de identidade da Bahia como parte da construção do programa de governo para 2026.
“Eu farei as 27 plenárias nos 27 territórios de identidade da Bahia escutando primeiro o povo”, disse.
Segundo o governador, a escuta popular tem sido uma marca das gestões petistas no estado desde os governos de Jaques Wagner e Rui Costa.
“A equipe técnica está trabalhando, eu podia muito bem fazer isso, mas não. Nós fizemos isso com Wagner duas vezes, fizemos a escuta com Rui duas vezes e comigo uma”, afirmou.
Ao defender o modelo participativo, Jerônimo disse que o diálogo com a população reduz erros administrativos e ajuda a direcionar investimentos prioritários.
“Quanto mais a gente ouve o povo, nós temos chance de errar menos, de acertar mais. E é o povo quem sabe o que é que precisa, o eixo de água, o eixo de estradas”, declarou.
