O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou nesta quinta-feira (26) a saída do senador Angelo Coronel (PSD) da base governista e afirmou que o momento é de reorganizar o grupo político para as eleições de 2026.
Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, o petista adotou tom conciliador e disse que não pretende “machucar ninguém” nas articulações eleitorais.
“Minha energia, eu gasto minha energia com muito cuidado, sem machucar ninguém. Não posso desprezar nenhum daqueles que ajudaram a gente a chegar até aqui. O João Leão foi importante pra gente, foi deputado do grupo, foi vice-governador, liderou projetos importantes. Por que eu tenho que agora ficar machucando? Não, é agradecer o momento da política esse agora, assim como o senador Angelo Coronel. Participou do grupo, o grupo elegeu o senador. E, portanto, se não teve condições reais, o momento agora é a gente poder virar chave e dizer, vamos construir uma chapa competitiva”, afirmou.
Na mesma entrevista, Jerônimo citou os ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) como nomes consolidados no cenário estadual e minimizou disputas internas.
“A Bahia sabe quem é Jaques Wagner, a Bahia sabe quem é Rui Costa. Tá muito bem desenhado isso, mas nada de vaidade. Ninguém tá utilizando-se de salto alto, de vaidade ou de arrogância. O grupo sabe que o Governador tem esse perfil. Se machuca alguém, se maltrata alguém, paciência”, declarou.
A fala ocorre em meio às negociações para a composição da chapa majoritária governista, que envolve as vagas ao Senado e a definição do candidato a vice-governador. Coronel, eleito em 2018 com apoio do grupo, vinha defendendo espaço na disputa de 2026, mas deixou a base após divergências sobre a formação da chapa.
Jerônimo tem afirmado que a prioridade é manter a unidade do bloco aliado e construir uma candidatura “competitiva”, ao mesmo tempo em que busca acomodar diferentes correntes políticas na estrutura eleitoral para o próximo pleito.
