Salvador, 03/03/2026 06:02

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Jerônimo aposta em “chapa competitiva e unificada” e evita alimentar ruídos na base governista

Foto: PAOP
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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a defender publicamente a necessidade de preservar a unidade do grupo político que sustenta seu governo e o projeto nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em meio a especulações sobre tensões internas e disputas por espaço na chapa majoritária de 2026, o petista adotou tom de cautela e reforçou que não comentará declarações atribuídas a aliados que possam gerar divisões.

“Por mais que eu acredite em você e nos meios de comunicação, eu não posso ficar respondendo à imprensa quando alguém diz que um depoimento surgiu. Na semana passada apareceu uma fake muito grande dizendo que Otto Alencar tinha dito isso ou aquilo. O Otto não tinha dito nada daquilo”, afirmou Jerônimo nesta quarta-feira (3), durante a abertura da Conferência Nacional dos Agentes Produtores e Usuários de Dados (CONFEST/CONFEGE), organizada pelo IBGE com apoio do governo estadual.

O governador relatou que a circulação da notícia o surpreendeu no próprio evento em que participava. “Quando eu saí, já estava a notícia se espalhando, e eu só fiz uma consideração: eu acredito em Otto Alencar. Eu confio nos partidos da base, assim como o presidente Lula confia na base”, disse.

Segundo Jerônimo, as discussões internas do grupo são feitas “às claras, olho no olho”, e eventuais desacordos são tratados diretamente entre as lideranças. Ele reconheceu que a ampliação da base naturalmente aumenta as disputas por espaço, mas minimizou qualquer risco de ruptura. “Quanto mais um grupo político amplia sua base, tem mais um puxa daqui, outro puxa dali. Mas eu estou muito tranquilo”, afirmou.

O petista reforçou que a prioridade é montar uma chapa capaz de manter o projeto político da base tanto no plano federal quanto no estadual. Ele destacou três objetivos centrais: a reeleição de Lula, o aumento das bancadas federal e estadual e a preservação das vagas no Senado. “Nós vamos ter que montar uma chapa competitiva para reeleger o presidente Lula, aumentar a capacidade de deputados federais e estaduais, manter o voto para garantirmos os três senadores, reelegendo dois ou elegendo dois nesta fase. E, naturalmente, o nosso projeto de governador”, afirmou.

Jerônimo sintetizou sua estratégia em dois pilares: competitividade eleitoral e coesão interna. “Está muito claro: competitividade e uma chapa que unifique a gente”, disse. Por isso, ele afirmou que não pretende comentar declarações públicas que destoem desse objetivo. “Qualquer depoimento fora desse tom, nesse momento eu não comento, porque nós estamos chamando a unidade do grupo”, concluiu.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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