O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou declarações atribuídas ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e afirmou que desconsiderar o peso político de prefeitos é um erro em meio à articulação para as eleições.
Em entrevista à rádio Alternativa FM, de Brumado, o petista defendeu o modelo de alianças adotado por seu grupo político e citou o crescimento de partidos da base no estado.
“A gente abraça, você não vê nenhum dos partidos, nenhum dos partidos olha aí o Avante, que é o partido do prefeito hoje o Avante, liderado por Carleto, já tem 70 prefeitos coincidentemente é o 70 você pegar o senador Otto Alencar, que dirige o PSD, amigo fiel, trazido por Wagner na época o PSD começou na era Wagner hoje são 115 municípios dirigidos pelo PSD pegue o MDB, que voltou nessa relação conosco pegue o PP na época chegaram a mais de 110 municípios então a gente não abre mão de poder tratar as pessoas bens deu, deu, não deu, vamos conversar se não deu, tem alguma saída e você ouvir de alguém que quer dirigir o Estado anunciar que prefeito não tem valor e que prefeito não tem voto é uma responsabilidade todos os movimentos sociais. Todos os segmentos, a banda B, a banda C, os vereadores, fazem parte do projeto político de voto. Eu tenho que ouvir da minha oposição que prefeito não tem voto é um desrespeito”, afirmou.
O governador também ressaltou a importância de manter diálogo com diferentes forças políticas e disse que o grupo busca ampliar alianças em todo o estado.
“E a gente não trata assim, pelo contrário. A gente inclusive vai buscar, vai longe. Wagner é na vinda, entrou no carro perguntando por Edmundo. Chegou aqui, falou do Edmundo. A gente não esquece os nossos. Não esquece os nossos. Inclusive, deseja saúde pra ele, pra Marizete, pra sua família. Então, Alberto, essa política de aliança faz parte de fortalecer o nosso projeto.”
Jerônimo ainda citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como referência na construção de alianças políticas em nível nacional.
“O Lula é o maestro nisso. Nacionalmente você vê o Lula sentado com diversas forças. O Lula recebeu todos os governadores do Brasil na primeira semana de governo. No dia 8, 10 de janeiro, melhor dizendo, teve o incidente contra a democracia. No dia 8, no dia 10, ele nos chamou, sentamos a mesa. Tratado o que houve contra a democracia em um momento quando acabou aquela pauta ele disse agora quero ter uma conversa com vocês voltem para os estados de vocês vejam quais são as prioridades e traga os projetos e assim lançou o PAC para resolver isso devolveu trouxe de volta ao PAC e mais ele botou alguns pontos de pauta naquele momento que tinha interesse segurança pública foi um deles educação foi um deles infraestrutura foi um deles então a gente faz aqui a réplica podemos dizer assim das benesses que o Lula faz com o Brasil sentando com prefeito sentando com vereador sentando com deputado e traçando quais são os principais projetos para melhorar e desenvolver cada município da Bahia”, declarou.
A fala ocorre em meio à movimentação política no estado, com lideranças intensificando articulações e trocas de críticas no cenário pré-eleitoral.
