A homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promovida pela Acadêmicos de Niterói, na Sambódromo da Marquês de Sapucaí, provocou reações intensas da oposição. Parlamentares chegaram a acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para questionar o desfile.
Diante das críticas, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), afirmou nesta quarta-feira (18) que as manifestações contrárias refletem “desespero” e negou qualquer interferência do governo na decisão da escola de samba.
“Eu acho que é desespero. Não houve nenhuma influência do governo, não houve nenhum pedido do governo. Foi uma ideia, talvez, até de algum carnavalesco que foi beneficiado por algum programa social dos dois primeiros governos do presidente Lula. […]”, disse Wagner à imprensa, após coletiva no Camarote da Polícia Militar, em Ondina.
Para o senador, a homenagem é “absolutamente legítima” e partiu exclusivamente da própria agremiação.
“Então, é a liberdade de expressão. Não é a primeira vez. Assim como podemos homenagear um artista, como foi uma homenagem a Ney Matogrosso, em vários momentos a outros, se faz uma homenagem a um ser humano que é ímpar”, complementando:
“A história de Lula é ímpar. O filho de Dona Lindu é reconhecido até pela imprensa internacional que o coloca no panteão como um dos maiores políticos da atualidade. […].”
Neste Carnaval, a escola levou para a avenida o samba-enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que narra a trajetória política e pessoal do presidente.
Wagner também ressaltou que, em período eleitoral, qualquer iniciativa pode se transformar em alvo de contestação por parte dos adversários.
“Eu acho que faz parte do ano eleitoral tudo o que alguém fizer, o adversário vai dizer que está errado ou com defeito, ai é tentar achar cabelo em ovo”, concluiu.
