O senador Jaques Wagner afirmou neste sábado (9) que a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado para o Supremo Tribunal Federal (STF) foi resultado de um ambiente de disputa política e negou ter atuado contra a indicação.
A declaração foi dada durante evento do PGP em Feira de Santana, no interior da Bahia, após a repercussão de informações que atribuíam ao parlamentar responsabilidade pelo fracasso da aprovação.
“Na verdade, depois daquele episódio, na minha opinião, desde o episódio que aconteceu na quarta-feira, uma condenação indevida ao Jorge Messias, um jovem concursado, seguramente um professor de profundo conhecimento, com reza à condição e de reputação ilibada, ninguém levantou nada. Mas, naquela quarta-feira, em vez de ser a confirmação do Jorge Messias, já que ele atende as condições e a condição prevê isso, virou uma antecipação eleitoral, muita pregação de ódio, de ressentimento, e, infelizmente, não conseguimos aprovar. Eu repito, acho isso uma tristeza”, afirmou.
Wagner disse que a sabatina no Senado deveria se limitar à análise técnica do indicado, mas acabou, segundo ele, contaminada por interesses políticos.
“O presidente indica, e a sabatina é para confirmar se pessoa está preparada, ele está preparado de sobra, mas virou uma disputa eleitoral. Evidente que alguns, para se justificar, tem que procurar o culpado. Apontaram o dedo para mim, mas eu não estou nem um pouco preocupado, conversei muito com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Estou absolutamente tranquilo, as pessoas me conhecem, o trabalho foi eu que ajudei a aprovar o Zanin e o Flávio Dino, então estou muito à vontade para dizer que infelizmente virou um jogo de ressentimento”, disse.
