A nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18), alcançou pessoas ligadas ao senador Jaques Wagner (PT), líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado e pré-candidato à reeleição em 2026. A investigação apura suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e empresários apontados como integrantes de uma estrutura sob investigação.
De acordo com informações reveladas pelo Estadão, investigadores identificaram possíveis conexões entre integrantes do esquema e pessoas próximas ao parlamentar. Até o momento, Wagner não é alvo de mandados judiciais nem figura como denunciado no processo.
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e mobiliza agentes da PF na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão.
Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares contra investigados, entre elas o uso de monitoramento eletrônico, suspensão de passaportes e restrições de contato entre os alvos da investigação.
Entre os principais nomes citados pela Polícia Federal está o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Segundo os investigadores, ele teria papel relevante na estrutura financeira sob apuração. Mandados foram executados em empresas e imóveis ligados ao empresário na Bahia. Sua defesa ainda não se manifestou.
A assessoria de Jaques Wagner informou que o senador deverá se posicionar sobre o caso caso haja novos desdobramentos relacionados à investigação.
A Operação Compliance Zero foi aberta em 2025 para investigar suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, corrupção, manipulação de mercado e organização criminosa envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal sustenta que o grupo investigado teria movimentado bilhões de reais por meio de operações financeiras consideradas irregulares e mecanismos destinados à ocultação de patrimônio.
Desde o início das apurações, a investigação já resultou em dezenas de mandados judiciais, prisões e bloqueios bilionários de bens, tornando-se uma das maiores ofensivas recentes contra supostos crimes financeiros no país.
