Senador destacou que presidente da CCJ manteve conduta ética inquestionável, barrou dispositivos legislativos do setor e advertiu contra tentativas de criminalizar a atividade parlamentar.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) saiu em defesa enfática do colega de bancada e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), após notícias ventilarem contatos telefônicos mantidos com o banqueiro Daniel Vorcaro. Em sabatina na Rádio Piatã FM, Wagner desmistificou o episódio, ressaltou a reputação ilibada de Otto e explicou que o diálogo pontual decorreu de intermediação de um advogado com vínculos históricos com a família do senador baiano, sem qualquer desvio ético.
“Otto Alencar é um homem sério, muito sério. O advogado de Daniel Vorcaro é muito amigo dele, pela idade é quase um filho mais velho de Otto, uma amizade de décadas. O advogado estava com o cliente numa determinada oportunidade e passou o telefone. Essas coisas acontecem na rotina de quem tem vida pública, mas não há absolutamente nenhum comprometimento, zero”, frisou Jaques Wagner.
O líder governista fez questão de lembrar que o posicionamento formal de Otto no plenário do Senado e na presidência da CCJ sempre foi contrário aos interesses de instituições financeiras privadas. “O Otto votou contra todas as matérias que interessavam ao Banco Master e subscreveu os pedidos de esclarecimento e CPI. A gente não pode permitir a criminalização da atividade parlamentar legítima nem criar suspeitas infundadas sobre quem sempre agiu com absoluta retidão”, salientou.
Wagner contrapôs a retidão das lideranças baianas ao comportamento do ex-controlador do banco. “Vorcaro era um articulador agressivo, um tipo perigoso que tentava circular em todos os partidos — União Brasil, PL, PT, PSD —, mas o Otto nunca participou de festas, reuniões reservadas ou jantares com esse empresário. Conversei com Otto pelo telefone e ele está com a consciência absolutamente tranquila, com a firmeza moral que a Bahia inteira conhece e respeita”, encerrou Wagner.