O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno terá como foco a mobilização nos maiores colégios eleitorais da Bahia e a redução da abstenção. Segundo ele, a estratégia já envolve reuniões virtuais com prefeitos de diferentes regiões do estado.
Wagner avaliou que Lula pode recuperar votos na Bahia, especialmente porque, segundo ele, o presidente teve cerca de 250 mil votos a menos no primeiro turno de 2026 em comparação com o desempenho registrado na primeira etapa da eleição de 2022.
“Só aí é uma recuperação significativa”, afirmou.
Wagner aposta em redução da abstenção
O senador também acredita que a abstenção deve cair no segundo turno. Para ele, parte dos eleitores deixou de votar no primeiro turno devido às filas nas seções eleitorais.
“Como essa eleição, no caso da Bahia, é um voto só, é entrar lá na 13, confirma, seguramente a fila vai andar muito mais rápido e, portanto, a votação é mais rápida”, declarou.
Segundo Wagner, ele, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues já iniciaram reuniões com prefeitos de diferentes territórios para avaliar os locais onde a abstenção foi mais elevada e organizar a mobilização para o segundo turno.
“Os prefeitos estão muito mobilizados, eles entendem a importância de uma harmonia entre o nosso governo estadual de Jerônimo e o governo federal”, afirmou.
O senador citou ainda um cálculo sobre o potencial de crescimento da votação de Lula na Bahia. Segundo ele, se o presidente ampliar em cinco pontos percentuais o desempenho obtido no primeiro turno, o resultado poderia representar cerca de 450 mil votos adicionais.
Wagner critica currículo de Flávio
Na sequência, Wagner direcionou críticas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) e questionou sua trajetória política.
“Qual é o currículo de Flávio Bolsonaro? Eu não conheço nenhuma obra que ele tenha feito, não conheço nenhum grande projeto de lei que ele tenha conseguido aprovar”, afirmou.
O senador também fez críticas às posições atribuídas ao candidato em relação às milícias do Rio de Janeiro.
“Eu já vi ele elogiando as milícias do Rio de Janeiro, então, a gente vai botar o quê? Alguém que admira as milícias para governar o país?”, questionou.
Wagner também acusou Flávio de ter atuado no exterior contra interesses econômicos brasileiros e relacionou o tema às chamadas terras raras, minerais estratégicos para setores tecnológicos.
Senador defende industrialização das terras raras
Ao abordar as terras raras, Wagner defendeu que o Brasil não se limite à exportação da matéria-prima e busque atrair empresas capazes de processar os minerais no próprio país.
“Eu não quero vender matéria-prima. Quem tem, vamos dizer, capacidade tecnológica de trabalhar com terras raras, que venha para cá instalar sua indústria”, afirmou.
Para o senador, a exportação da matéria-prima para processamento no exterior faria o Brasil perder valor econômico e posteriormente adquirir produtos mais caros.
“Agora, se for para botar num navio, levar terras raras para ser beneficiada lá fora e depois eu ter que comprar mais caro, sinceramente, essa política é uma política de entrega do país”, declarou.