A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputada estadual Ivana Bastos (PSD), comentou nesta terça-feira (3) as especulações sobre uma possível ida do ex-presidente da Casa, Adolfo Menezes (PSD), para o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). Em entrevista à imprensa, a parlamentar afirmou que, embora o tema circule nos bastidores desde o ano passado, ainda não houve formalização ou diálogo direto com o governador Jerônimo Rodrigues sobre a indicação.
“Nunca chegou essa solicitação aqui à Casa. A gente vê pelos bastidores, o próprio Adolfo dizia que poderia haver essa possibilidade, mas nunca conversei com ele sobre esse assunto, nem com o governador”, esclareceu Ivana Bastos.
Apesar da ausência de anúncio oficial, a presidente não poupou elogios a Adolfo Menezes e reforçou que a vaga — que deve surgir no final de 2026 com a aposentadoria de um dos conselheiros — pertence politicamente ao Poder Legislativo.
“Se a indicação for de Adolfo, é um excelente nome, um quadro positivo. Acho que a gente deve brigar sim para que seja um deputado estadual”, defendeu, destacando a importância de manter o equilíbrio de forças e a representatividade da Alba no órgão de controle.
A movimentação em torno de Adolfo ganhou força após seu afastamento da presidência da Assembleia por decisão do STF em 2025, antecipando debates sobre seu futuro político. Ivana Bastos, que assumiu de forma histórica o comando do Legislativo, considerou natural o apoio ao colega, dada sua trajetória e experiência à frente do Parlamento.
No entanto, a presidente ressaltou que o cronograma para a definição ainda é distante. “Acho que a vaga surge no final do ano”, ponderou, indicando que as discussões devem se intensificar apenas após o período eleitoral.
Ao destacar Adolfo como um “quadro positivo” e prometer “brigar” pela cadeira, Ivana reforça a autonomia da Assembleia e consolida o ex-presidente como favorito natural para a corte de contas, caso ele opte por não disputar um novo mandato em 2026. “A gente não conversou ainda, mas se ele for, tem o apoio”, concluiu a parlamentar.
