Presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB) e da Fundação Bahia-Viva, Isabela Suarez comentou sobre as dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo baiano e o diálogo com os poderes públicos. A declaração aconteceu nesta quinta-feira (16), durante a inauguração da Usina de Beneficiamento de Pescados.
Segundo Suarez, a função da ACB é ser a voz do empresariado, que tem relatado “muitas dores” no cenário atual. “Nossa função é exatamente falar um pouco das dores dos empresários, um pouco não, são muitas as dores hoje do setor produtivo e a gente tem tido receptividade, entretanto… algumas coisas precisam avançar ainda”, declarou, em conversa com a imprensa.
Na ocasião, a presidente citou o setor pesqueiro como um dos mais afetados, especialmente em meio à discussão sobre tarifas. Ela destacou que a busca por novos mercados e a capacitação são cruciais para a superação dos desafios.
“Onde é que a Associação Comercial entra nisso? Buscando novas perspectivas, novos mercados e falando exatamente quais são as carências e o que o setor produtivo precisa suplantar para que a gente ofereça mais emprego,” disse. “Isso passa por capacitação, isso passa acima de qualquer coisa por educação”, destacou.
Apesar de a usina inaugurada ser uma unidade pequena, com produção de cerca de “100 quilos por semana,” Suarez a usou como exemplo de que o investimento acontece quando há as condições necessárias.
“Dando condição, né? Capacitando as pessoas, dando condição de trabalho, acima de qualquer coisa, de segurança jurídica para que os empresários invistam, isso é uma prova de que o investimento sai,” argumentou.
Isabela Suarez concluiu seu apelo de forma direta ao poder público. “É isso que a gente pede, sem muita novidade, apenas segurança jurídica”, finalizou.
