Em entrevista ao programa ‘Vem Que Tem’, da Rádio Sociedade, dirigente destacou apoio interno para promover transformações na entidade de 215 anos e ressaltou a continuidade das obras de restauro do palácio histórico
Em entrevista concedida na terça-feira (29) ao programa Vem Que Tem, da Rádio Sociedade da Bahia, a advogada e empresária Isabela Suarez afirmou ter encontrado a Associação Comercial da Bahia (ACB) “relativamente arrumada” quando assumiu o comando da instituição. Primeira mulher a presidir a entidade em mais de dois séculos de história, Suarez sucedeu Paulo Cavalcanti, a quem creditou importantes investimentos em infraestrutura.
“Peguei uma casa relativamente arrumada. Sucedida por Paulo Cavalcanti, que foi um presidente que fez muitos investimentos na estrutura“, afirmou a dirigente.
Entre os principais destaques de sua gestão, Suarez apontou o avanço no projeto de restauração do Palácio da ACB, edifício datado de 1811 e localizado no bairro do Comércio, no centro histórico de Salvador. Para a presidente, o resgate do imóvel representa a devolução de um patrimônio histórico fundamental para a memória econômica do país.
“Esse passo que a gente deu em relação ao restauro do Palácio de 1811, que está ali no coração do Comércio, é um ponto importantíssimo: devolver à cidade a história da economia“, disse. “Afinal de contas, [a ACB] está sediada em frente à Baía de Todos-os-Santos, onde todo o cenário econômico e político do Brasil começa. Estar ali no coração do berço do Brasil é uma entrega que começou a ser restaurada e a gente está dando continuidade. É um feito muito grande.”
Apoio interno e transformação de culturas
Questionada sobre eventuais resistências internas por ser a primeira mulher a liderar uma instituição bicentenária, Isabela Suarez reconheceu os desafios de implementar mudanças de comportamento, mas enfatizou ter encontrado amplo respaldo na diretoria e no conselho da casa.
“Como toda instituição, é lógico que você aplica um pouco da sua identidade. É difícil às vezes fazer o convencimento de que alguns comportamentos precisam ser transformados, mas eu diria que, acima de qualquer coisa, eu tive um apoio muito grande“, avaliou.
Suarez ressaltou a estrutura robusta de governança da ACB, formada por dez vice-presidentes e por um Conselho Superior composto pelos principais nomes do empresariado baiano e por diversas entidades de classe.
“É lógico que é difícil porque você precisa romper algumas barreiras, mas, por outro lado, eu tive um apoio muito significativo. Avaliaria o saldo como positivo: tive muito mais apoio do que dificuldade“, concluiu a presidente. “Mas levantar uma instituição de 215 anos é difícil para qualquer um.”