O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitou a indicação do PL para que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) assumisse a liderança da minoria. O objetivo do partido era livrá-lo da obrigação de comparecer às sessões, já que, no cargo, ele poderia registrar presença remotamente.
A decisão foi tomada com base em parecer técnico que apontou diversas irregularidades na indicação. Entre elas, o fato de Eduardo não ter comunicado oficialmente seu afastamento nem estar em missão autorizada pela Casa — o que torna ilegítimas suas ausências.
Atualmente, Eduardo acumula 18 faltas em 32 sessões deliberativas, ultrapassando o limite permitido de 1/3 de ausências não justificadas, o que pode levar à perda do mandato.
Além disso, ele foi denunciado pela PGR por tentativa de coação ao STF, o que enfraquece ainda mais seu plano de se lançar candidato à Presidência da República.
