Após vistoria em Cajazeiras, gestora aponta que 80% dos atendimentos são de baixa complexidade e denuncia que 137 pacientes ocupam leitos estaduais por falta de clínicas municipais de hemodiálise.
A sobrecarga de atendimentos na rede estadual de urgência em Salvador foi tema de um pronunciamento contundente da secretária da Saúde, Roberta Santana, nesta quarta-feira (21). Durante participação no programa Giro Baiana, a titular da pasta rebateu críticas à lotação do Hospital Professor Eládio Lasserre, em Cajazeiras, expondo a omissão da prefeitura da capital.
Experiente na fiscalização presencial de unidades de saúde, Roberta revelou ter vistoriado o hospital recentemente e constatado distorções provocadas pela falta de atenção primária no município. “O Eládio Lasserre atende de portas abertas o povo de Cajazeiras, enquanto o Hospital Municipal que a prefeitura diz que fez está de portas fechadas. Cerca de 80% das pessoas que chegam à porta do Eládio são pacientes de classificação verde e azul, que deveriam ser acolhidos em postos de saúde ou UPAs municipais”, cobrou.
A secretária denunciou ainda o represamento de pacientes crônicos nas enfermarias estaduais. “Temos hoje 137 pacientes ocupando leitos em hospitais do Estado simplesmente porque o município de Salvador não credencia clínicas de hemodiálise ambulatorial. O Estado socorre a população porque nossa orientação é não deixar ninguém sem assistência, mas a prefeitura precisa assumir seu papel”, concluiu.