Salvador, 25/09/2026 20:28

Jornalismo ético compromissado com a verdade

Salvador

“Hoje a realidade é totalmente diferente”, diz Bruno Reis sobre disputa de 2026

andre

Compartilhe:

google-news-follow

Prefeito de Salvador compara cenário atual com o pleito de 2022 e afirma que rejeição do governador Jerônimo Rodrigues inviabiliza crescimento do PT no estado

Em entrevista concedida à rádio Piatã FM nesta sexta-feira (25), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), fez um diagnóstico comparativo entre as eleições estaduais de 2022 e a disputa prevista para 2026 na Bahia. Para o gestor soteropolitano, o quadro político atual se desenha de forma muito mais favorável ao grupo de oposição do que há quatro anos.

Segundo Bruno Reis, a eleição de 2022 ocorreu em um contexto excepcional, marcado pelo desconhecimento do eleitorado em relação ao então candidato do PT, Jerônimo Rodrigues.

“Em 2022, Jerônimo era um desconhecido, o cargo que ocupava [secretário da Educação] não permitiu mostrar se tinha capacidade por conta da pandemia, e ele nunca tinha exercido mandato eletivo. Naquele momento, ele não tinha rejeição nenhuma”, avaliou o prefeito.

O prefeito destacou que, na ocasião, a candidatura governista se beneficiou do cenário nacional e da onda de votação liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia. “Se escondeu atrás de um número. A maioria da Bahia e do Brasil queria mudar o presidente, e quem ia votar em Lula acabou votando em Jerônimo. Ele venceu uma eleição apertadíssima por apenas 4,7% dos votos”, recordou.

Mudança de cenário e avaliação de governo

Para 2026, no entanto, Bruno Reis argumenta que a dinâmica política sofreu uma virada estrutural. O prefeito apontou a alta taxa de desaprovação da atual gestão estadual como o principal gargalo para a reeleição do governador.

“Hoje é uma realidade completamente diferente. Jerônimo está mal avaliado, tem uma desaprovação elevada e uma rejeição alta. Tudo isso limita o crescimento dele. A perspectiva dele de crescimento é praticamente zero agora”, afirmou.

Fortalecimento da oposição

Além dos índices de rejeição do adversário, o prefeito de Salvador enfatizou o fortalecimento da base oposicionista com a adesão de novos quadros e lideranças políticas do interior.

“As oposições se uniram. Trouxemos João Roma, que disputou contra a gente; trouxemos o Coronel [proprietário/liderança política]; e Zé Cocá topou o desafio, renunciou à prefeitura de Jequié após se reeleger com 92% dos votos para trazer a representação do interior para a nossa chapa”, citou Reis.

Por fim, o prefeito classificou a próxima eleição como plebiscitária, sustentando que o sentimento de mudança nas ruas supera a força das máquinas administrativas.

“Quando se pergunta quem quer mudança, percebemos isso visivelmente nas ruas. Esse exército voluntário e espontâneo é muito maior do que a força que eles têm das máquinas federal, estadual e de prefeitos que os apoiam. É uma eleição de um turno só, uma eleição plebiscitária: quem quer continuar como está e quem quer mudança”, concluiu.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

Gostou? Compartilhe!

google-news-follow

LEIA TAMBÉM