O vereador Hamilton Assis (PSOL) comentou sobre a representação que pode resultar na cassação de seu mandato. Durante a cerimônia de reabertura dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Salvador (CMS), nesta segunda-feira (4), se defendeu da denúncia, que foi motivada pelos acontecimentos de 22 de maio, quando servidores e professores invadiram a Casa durante a votação do projeto que tratava do reajuste salarial.
“Um senhor que eu não conheço, de nome Igor, apresentou uma representação nesta Casa, que foi encaminhada para a Corregedoria. A Corregedoria, por sua vez, deverá encaminhar à Comissão de Ética da Câmara com o objetivo de instaurar um processo de investigação sobre um possível ato de quebra de decoro parlamentar da minha parte”, iniciou o vereador.
Na ocasião, Hamilton Assis negou ter participado da ocupação O vereador afirmou que, no momento do ato, estava na Universidade Federal da Bahia (UFBA), defendendo sua dissertação de mestrado.
“No momento em que ocorreu a ocupação, eu não estava presente. Era uma sessão extraordinária, e às quintas-feiras não há sessões regulares nesta Casa. Como estava fora das atividades da Câmara, aproveitei para marcar a defesa do meu mestrado, que já estava em fase de conclusão. Eu estava na universidade quando tudo aconteceu”, afirmou.
Por fim, o edil criticou a acusação. “Esse senhor que entrou com a representação insiste em dizer que eu incitei, organizei a manifestação e que, depois, não fui solidário com os vereadores no episódio. Mas eu nem poderia ser, já que sequer estava presente”, finalizou.

