O governador de Goiás, Ronaldo Caiada (União Brasil), marcou presença no 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade, que acontece no Palacete Tira Chapéu, localizado no Centro Histórico de Salvador, nesta quinta-feira, 11, e segue até sexta, 12.
Durante coletiva de imprensa, o gestor pontuou que ele é o único governador no Brasil que paga por serviço ambiental. “[Em Goiás] uma propriedade rural que tem direito de promover o desmatamento de 80% da sua propriedade, quando o proprietário resolve não fazer o desmatamento, eu dou a ele R$ 496 por hectare por ano, e se tiver uma cabeceira de água, eu dou R$ 600 por hectare por ano”, revelou.
Caiada destacou que pratica a preservação dos biomas. “Nós temos uma política em Goiás, que ela é bem clara, ou seja, desmatamento ilegal zero. É um acordo que se tem entre todos os sindicatos da Federação da Agricultura. Goiás foi o estado com o menor desmatamento ilegal no Brasil”, entatizou.
Ronaldo Caiado seguiu: “Nós temos um projeto que é a recuperação de toda a cabeceira do Rio Araguaia. Nós temos 5 mil hectares em recuperação. Esse é o maior projeto de recuperação ambiental que tem no Brasil. Fala-se muito do São Francisco, e, no entanto, nós temos um rio que é referência para nós, temos um projeto de recuperação nas suas cabeceiras”.
Na oportunidade, Caiado fez uma crítica ao governo federal. “Outro assunto que é relevante, que nós precisamos reconhecer, é que o sistema de cadastramento do governo federal é o mais antigo que tem no mundo. Você não tem como ter uma propriedade georreferenciada porque é um sistema retrógrado que não tem capacidade de atender a demanda. Nós, em Goiás, estamos contratando um sistema de georreferenciamento das nossas propriedades no estado.”
O governador de Goiás complementou: “Hoje, para se ter acesso ao custeio agrícola é preciso ter a sua propriedade georreferenciada, só que o governo federal não dá instrumentos para você poder lançar essa propriedade par ela ser georreferenciada. Os estados estão tendo que assumir o compromisso daquilo que é do governo federal para poder dar aos produtores a condição de avanço.”
