O deputado federal Gabriel Nunes (PSD) demonstrou preocupação com os efeitos das novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Para o parlamentar, a medida pode comprometer significativamente a competitividade de setores estratégicos para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, como o agronegócio, a indústria do aço e o setor aeronáutico.
Durante a cerimônia dos 100 anos da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), realizada nesta terça-feira (29), em Salvador, ele classificou o movimento como um “tarifaço” que ameaça a soberania econômica do Brasil e representa uma postura unilateral por parte do governo norte- americano.
“Muita preocupação, naturalmente. Esse tarifaço pode ter um impacto muito grande em todo o setor produtivo brasileiro. O Brasil, que é um grande exportador para os Estados Unidos, espera que haja uma solução. Não pode haver imposição ou sobreposição de um país sobre o outro, principalmente tentando afetar a sua soberania”, afirmou, em conversa com a imprensa.
Na oportunidade, Gabriel Nunes ressaltou que o governo brasileiro tem optado pelo caminho do diálogo e da diplomacia comercial para contornar a situação. Ele enfatizou que o impacto tarifário pode ser profundo, atingindo indústrias que são pilares da geração de emprego e renda no Brasil.
“A expectativa é que se chegue a um consenso, especialmente em setores que têm grande relevância para o PIB brasileiro, como o agro, o setor de aço, e também a exportação da aviação, através da Embraer. São indústrias importantíssimas que podem sofrer uma repercussão muito grande na economia brasileira”, acrescentou.
Além disso, o deputado mencionou o posicionamento firme do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da situação. “O presidente Lula tem deixado clara a sua posição em relação à defesa da nossa soberania. O Brasil jamais vai se curvar a um abuso tarifário que desrespeite a autonomia dos seus poderes e comprometa sua capacidade de desenvolvimento econômico”, reforçou.
Por fim, Gabriel Nunes destacou a importância de preservar o ambiente de cooperação internacional e de respeito mútuo nas relações bilaterais. “O momento exige responsabilidade e inteligência diplomática. O Brasil tem potencial e liderança global, e não pode aceitar interferências que comprometam seu desenvolvimento ou sua soberania econômica”, concluiu.
