Chefe de Gabinete contrapôs o sistema de dependência utilizado em colégios particulares de elite de Salvador com as críticas feitas pela oposição às políticas pedagógicas da rede estadual.
A polêmica explorada pela propaganda eleitoral de ACM Neto sobre a chamada “aprovação em massa” na rede estadual de ensino foi desmistificada por Adolpho Loyola durante a entrevista na Sauípe FM. O articulador petista acusou a chapa adversária de agir com preconceito de classe ao tratar das diretrizes pedagógicas voltadas à juventude periférica.
“Eles criticam a progressão com dependência na escola pública, mas nos colégios particulares tradicionais de Salvador, como o São Paulo ou o Anchieta, onde estudam os filhos das elites, se o aluno fica reprovado em uma ou duas disciplinas ele tem o direito de cursar a dependência no ano seguinte e seguir seus estudos. Por que para o filho do rico isso é modernidade pedagógica e para o jovem trabalhador da escola pública é rotulado como ‘aprovação automática’? Não se trata de aprovar por aprovar, trata-se de dar uma chance real de recuperação ao estudante que muitas vezes precisa trabalhar e ajudar a família”, defendeu Loyola.
O coordenador salientou que o modelo da rede estadual alia reforço escolar no contraturno ao pagamento de auxílios financeiros para erradicar a evasão.