O Festival Juá Literária encerrou sua primeira edição neste sábado (25) com uma programação marcada por reflexões sobre a palavra escrita, a história da cidade e o papel das políticas públicas na democratização da leitura. Realizado pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), o evento consolidou-se como um dos principais encontros culturais do Nordeste, reunindo escritores, artistas e educadores na Orla II.
Na Tenda das Palavras, o dia começou com a mesa “O Rio da Nossa História”, que reuniu Odomaria Bandeira, Coelhão Assis e Josemar Pinzoh para discutir a relação entre Juazeiro e o Rio São Francisco.
“Falar do rio da nossa história é contar a nossa história do rio. Uma história que é também de nós como pessoas, como um rio que vai correndo, se acumulando na sequência dos anos, do tempo, seguindo o seu curso, sua formação, seus sentimentos e seus significados”, refletiu Odomaria Bandeira, emocionando o público.
Em seguida, o debate “Políticas Culturais do Livro e da Leitura” reuniu Fabiano Piúba, secretário de Formação Artística e Cultural do Ministério da Cultura, Maria Marighella e Felipe Oliveira. O grupo abordou os desafios e avanços na implementação de políticas voltadas ao incentivo à leitura.
“De certa forma, o Juá Literária traduz os quatro eixos do Plano Nacional de Leitura: democratização do acesso, promoção da leitura, valorização do livro e da leitura no imaginário social brasileiro e o desenvolvimento da economia do livro”, avaliou Piúba, destacando o papel do festival no fortalecimento das ações literárias no país.
A programação também contou com intervenções poéticas de Chiara Ramos, performance do grupo Rimas InC, lançamentos de livros no Cais da Palavra e a mesa “O reverbo de Outras Vozes”, com Camila Yasmine, Luiza Brito, Fatel e PC Silva, que encerraram as atividades culturais com uma apresentação musical no Espaço Flijuá.
O Festival Juá Literária foi realizado como culminância do programa municipal de mesmo nome, que integra ações de educação, cultura e arte voltadas à formação de estudantes leitores e à valorização da leitura como prática social.
Com curadoria de Maviael Melo, o evento contou com apoio do Governo da Bahia, da Fundação Pedro Calmon, da Editora IMEPH e da Andelivros, além da produção da Carranca Produções e da Entre Versos e Canções Produções Artísticas.
