Salvador, 17/01/2026 09:32

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Federação PP–União deve concentrar quase 20% do fundo eleitoral em 2026, aponta estudo

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A federação formada por União Brasil e PP deve concentrar cerca de R$ 953,6 milhões em recursos públicos para as eleições de 2026, o equivalente a 19,2% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). O volume colocará o novo bloco no topo do ranking de partidos com maior fatia do fundo eleitoral no país.

A estimativa foi feita pelos cientistas políticos Henrique Cardoso Oliveira e Jaime Matos, da Fundação 1º de Maio, após a sanção do Orçamento de 2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Neste ano, o montante total destinado ao financiamento das campanhas será de R$ 4,9 bilhões.

Com o acordo firmado, União Brasil e PP passam a liderar a distribuição de recursos, superando siglas que tradicionalmente concentram as maiores parcelas do fundo. Os critérios de divisão levam em conta, principalmente, o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados.

Segundo o levantamento, a federação União Progressista deverá contar com 109 deputados federais e 12 senadores, o que garante vantagem expressiva na partilha dos recursos públicos. Com isso, o novo “superpartido” ultrapassa PT e PL, que historicamente disputam a liderança no acesso ao fundo eleitoral.

Pelos cálculos dos pesquisadores, o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, ficaria em segundo lugar, com cerca de R$ 886,7 milhões disponíveis para as campanhas de 2026. O PT apareceria na sequência, com aproximadamente R$ 619,7 milhões. Em quarto lugar estaria o PSD, presidido por Gilberto Kassab, com R$ 420,8 milhões.

Para que a federação possa atuar formalmente nas eleições deste ano, o acordo entre União Brasil e PP ainda precisa ser homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pela legislação, a aprovação deve ocorrer até seis meses antes do primeiro turno.

A concentração de quase um quinto do fundo eleitoral em uma única federação tende a redesenhar o equilíbrio de forças no processo eleitoral de 2026, ampliando o peso político do novo bloco nas disputas nacionais e regionais.

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