Liderança petista relatou ter cobrado secretário municipal por falta de medicamentos e afirmou que recursos públicos estão “saindo pelo ralo” na capital.
A crise no abastecimento de insumos farmacêuticos na rede municipal de saúde foi o estopim para uma nova denúncia da vereadora Marta Rodrigues (PT) contra o Executivo soteropolitano. Falando à imprensa no Hotel Wyndham, a parlamentar relatou ter confrontado a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) após receber reclamações sobre a escassez de medicamentos básicos, como o sulfato ferroso, em postos de atendimento populares.
Marta detalhou as cobranças que fez à pasta para sanar as irregularidades em duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Salvador. “A semana passada eu até falei com o secretário sobre isso, estava faltando em duas unidades básicas de saúde ferro. Ferro! Uma pessoa esteve lá e me encaminhou. E quando eu falei ele disse: ‘Não, vereadora’, eu falei: ‘Tem sim, secretário’. Aí quando ele checou, ele viu que estava faltando. Então para a gente ver, o mínimo no posto de saúde não está tendo”, expôs.
De acordo com a vereadora, a ausência de tratamentos básicos impacta diretamente as camadas mais vulneráveis e periféricas, que compõem o principal tecido demográfico da cidade. “A gente vê o dinheiro saindo por um ralo aí. A gente precisa saber para onde esse ralo está conduzindo este dinheiro (…). O prefeito despenca, mas aí não cuida e nem tem a importância que o soteropolitano e a soteropolitana têm. E que na sua grande maioria são homens e mulheres negros e negras. Essa Roma Negra que nós estamos falando”, declarou.
A petista encerrou afirmando que a bancada de oposição na Câmara continuará fiscalizando o destino das verbas da saúde e aguardará os desdobramentos de auditorias e apurações sobre o orçamento municipal. “Uma cidade onde as desigualdades persistem. Então nós estamos acompanhando e também vigilantes, aguardar a investigação, para a gente chegar neste momento que Salvador espera e requer”, sentenciou.