Governador cobrou agregação de valor às safras de cacau do Sul e algodão do Oeste baiano no plano de desenvolvimento econômico de eventual segundo mandato.
A necessidade de atrair indústrias de transformação para processar a matéria-prima produzida no estado foi a tônica da fala do governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre desenvolvimento econômico durante sabatina na TV Aratu. Questionado sobre os reflexos do seu plano de governo na vida do cidadão baiano, o gestor sustentou que o crescimento do PIB estadual deve estar atrelado à geração de empregos qualificados.
Jerônimo citou nominalmente duas das principais cadeias agrícolas baianas — a lavoura cacaueira no Sul e a cotonicultura promovida pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) no Oeste — para exemplificar a mudança de patamar econômico que pretende liderar. “Eu desejo muito que a gente possa ver, por exemplo, as nossas amêndoas de cacau que são exportadas da Bahia voltarem em forma de chocolate. Quero fortalecer para que a Bahia tenha um potencial de industrialização e a gente possa não só vender a amêndoa, mas também vender chocolate”, argumentou.
O candidato defendeu idêntica estratégia para a produção têxtil. “Ao invés de vender a pluma do algodão, meu desejo é ver o Oeste, a Bahia exportar linha, exportar tecido, ao invés da gente exportar o caroço do algodão. Nós temos que exportar linhas e tecidos”, reforçou.
A meta de adensamento industrial e expansão da agregação de valor às exportações baianas integra o Eixo 4 (“Economia a Serviço da Vida e das Pessoas”) e o Eixo 8 (“Produção, Soberania Alimentar e Vida Digna no Campo”) das diretrizes da coligação governista, que preveem incentivos fiscais e infraestrutura para integrar o agronegócio à indústria nacional e internacional.