Em entrevista à Rádio Metrópole, líder governista rebateu ilações sobre a privatização da Cesta do Povo, defendeu a regularidade de seu patrimônio e classificou apurações como estratégia eleitoral.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) reafirmou sua inocência em relação às investigações relativas ao chamado Caso Master e à negociação do Cartão Cesta. Em entrevista concedida à Rádio Metrópole na manhã desta segunda-feira (10), em Salvador, o parlamentar rebateu as acusações, classificou o episódio como “marola de véspera de eleição” e defendeu a transparência de sua evolução patrimonial ao longo da vida pública.
Ao comentar o caso ao apresentador Mário Kertész, o ex-governador destacou que todos os seus rendimentos são oriundos de cargos públicos e aposentadorias registradas. “Eu vivo, desde que cheguei na Bahia, do meu salário. Eu nunca tive fazenda, nunca tive empresa, nunca tive nada. Trabalhei no polo, vivia do meu salário. Depois fui eleito deputado, vivia do meu salário de deputado. Fui governador, vivia do salário de governador. É só pegar minhas declaração de imposto de renda”, afirmou Wagner.
O parlamentar detalhou o processo de privatização da rede Cesta do Povo e do Cartão Cesta, efetuado entre março e abril de 2018, argumentando que a estatal representava um déficit anual de R$ 80 milhões aos cofres públicos. Ele ressaltou que a instituição financeira investigada sequer existia à época da venda do ativo estadual. “O trambique foi feito fora da Bahia. O banco passou a existir em outubro de 19, um ano e meio depois. E depois é que ele se associou ao cartão. Daí para frente, vá perguntar aos empresários que compraram”, pontuou.
Wagner comparou o momento atual às acusações enfrentadas em 2018 sobre a construção da Arena Fonte Nova, quando alegavam superfaturamento em obras que posteriormente se provaram entre as mais econômicas do país para a Copa do Mundo. Para o senador, as ilações possuem motivação política visando desgastar sua liderança no estado e no cenário nacional. “Eu sei por que estou apanhando: ninguém joga pedra em árvore que não tem fruto. Vamos provar a inocência com tranquilidade, enquanto o advogado trata do assunto e eu faço a campanha”, finalizou.