O senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, disse que não pensa em abrir mão da reeleição ao Senado em meio às discussões sobre a formação de uma chapa “puro sangue” que seria formada, em tese, por ele, pelo governador Jerônimo Rodrigues e por Rui Costa, ministro da Casa Civil, que disputaria outra cadeira no Senado.
“Eu não abro mão. Ninguém abre mão de política até porque, pela minha idade e pelo tempo no grupo, eu acho que tenho um direito. Mas isso aqui eu já combinei com Otto, já combinei com Coronel. Vamos deixar para conversar em novembro ou dezembro. Esse é o tempo de começar a montar a chapa do ano que vem. Não se trata aqui de ‘puro sangue’; se vier a acontecer essa chapa Jerônimo, Wagner, Rui, o que junta esses três nomes não é o fato de serem do PT. O que junta esses três nomes, se acontecer, é que Jerônimo é governador em tem direito à reeleição, eu também tenho direito à reeleição e Rui tem o direito de pleitear. Na verdade são dois ex-governadores compondo uma chapa do Senado; por acaso, os dois são do PT e aí ficam falando. Mas hoje têm dois do PSD e não tem grita: claro que o governador é do PT. Mas essa discussão a gente vai ter”, disse o senador, nesta sexta-feira (11), em entrevista à Rádio Sociedade.
Ao fala do PSD, Jaques Wagner ainda falou: “O PSD está dentro. Hoje o PSD tem dois senadores: Angelo Coronel e Otto Alencar. O que acontece: Jerônimo tem direito à reeleição; Rui, que ficou até o final e portanto ficou sem mandato, nosso ex-governador, tem direito a pleitear. Não estou nem dizendo que vai pleitear. Eu, quando falei aquilo [que desistiria da reeleição], falei de uma hipótese do que pode acontecer. Se Rui pleitear, então em tese eu acho que é do direito dele porque ele ficou até o final [do mandato] para segurar o grupo. Aí sobra um vaga. Tem eu e Coronel. Nós vamos ter que sentar e nos entender”.
