Pré-candidato à Câmara dos Deputados recusa centralização de Marx e liberalismo extremo de Adam Smith, propondo equilíbrio na eficiência e redução do tamanho do poder público.
Em preparação para a disputa por uma vaga na Câmara Federal, o Pastor Abraão Reis (PL) consolidou suas diretrizes programáticas ancoradas no conservadorismo moral e em uma visão econômica que prega a diminuição da interferência estatal no cotidiano dos cidadãos. O parlamentar licenciado delineou propostas voltadas à segurança pública, à reestruturação da máquina administrativa e ao incentivo à atividade industrial, criticando o atual tamanho e a maleabilidade do governo perante a criminalidade.
Ao definir sua plataforma para Brasília, Reis combinou preceitos de ordem social a um modelo econômico voltado ao enxugamento fiscal. “Bom, eu me defendo como conservador, e, claro, que eu entendo que tem pautas que fazem parte da minha essência enquanto cristão, vou até dizer: família, eu sou contra o aborto, sou a favor da redução da maioridade penal, sou a favor de um conceito mais moralista nas escolas. Mas, por exemplo, quando eu falo de economia, eu quero um Estado mínimo, não um Estado como o atual, que é gigante. Quando eu falo em poder público, eu quero um poder público com menos funcionários do que tem agora”, detalhou.
O pré-candidato apresentou uma reflexão teórica para justificar sua postura equilibrada sobre a transferência de ativos públicos para a iniciativa privada, rejeitando visões extremas do mercado. “Defendo a questão da industrialização, defendo, em alguns casos, a questão da privatização — quando eu digo em alguns casos, porque não são todos, eu acho que o Estado também não pode ser isento. Aí se eu fosse usar uma expressão aqui de uma referência econômica, eu diria o Keynes. O Adam Smith é a mão invisível, o Marx é o Estado grande, e o Keynes depende, fala da utilidade: tem coisas que são importantes, outras nem tanto”, comparou, sustentando que a segurança pública deve agir com absoluto rigor e que o Estado perdeu eficiência por se tornar excessivamente tolerante com infratores.
