O deputado federal e candidato à reeleição, Arthur Maia (União Brasil), afirmou que os indicadores dos governos petistas na Bahia, especialmente os da segurança pública, deixaram o presidente Lula (PT) constrangido durante a sabatina realizada na bancada do Jornal Nacional nessa quinta-feira (27), pelos jornalistas César Trali e Renata Vasconcelos.
“A Bahia é o motivo maior de constrangimento do Lula na entrevista no Jornal Nacional”, disse Maia nas redes sociais, ao comentar a repercussão da entrevista, que também deixou Lula em saia justa quando perguntado sobre as relações do senador Jaques Wagner, ex-líder do governo no Senado, com o Banco Master.
“A Polícia Federal apura se ele recebeu um apartamento com propina em troca de promover interesses do banqueiro Daniel Vorcaro na Bahia e no Senado”, contextualizou a jornalista.
Para Maia, a reação do presidente representa uma contradição: “Lula demitiu o Jaques Wagner, mas agora tem coragem de vir na Bahia e pedir votos para ele”.
Mas foi na pergunta sobre a onda de violência na Bahia, governada há 20 anos pelo seu partido, que, segundo o deputado, o petista tergiversou. “Lula sequer tem condição de responder porque, de fato, nós viramos o exemplo nacional do estado mais abusivo e mais largado nas mãos das facções criminosas”.
Cinco cidades baianas estão no ranking das 10 mais violentas de todo o Brasil, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O estado também registra o maior número absoluto de mortes violentas intencionais do país.
“Por que o PT não tem conseguido coordenar ações eficientes em segurança na Bahia mesmo governando o país e o Estado ao mesmo tempo e há tanto tempo”, questionou Trali.
“Está claro que a Bahia, com essa repetição de candidatos, Wagner, Wagner, Rui Costa, Rui Costa, Jerônimo, agora tentativa de Jerônimo de novo. E pior, trazendo essa velharia de Jaques Wagner e Rui Costa de novo como candidatos ao Senado. Isso realmente é mais do que qualquer baiano pode aturar”, criticou Arthur Maia, ao apontar um comportamento diferente do eleitorado.
“A Bahia, e as pesquisas mostram isso com clareza, quer renovação. A Bahia quer respirar, a Bahia quer mudança. E a mudança é ACM Neto, 44, no dia 4 de outubro”, completou.