Candidato ao Senado lembrou que a própria CNBB desmentiu projeto para retirar consagração de Nossa Senhora Aparecida e recordou gestos religiosos do governo federal.
Ao analisar a interface entre espiritualidade e vida pública durante sabatina na Rádio Excelsior, João Roma (PL) defendeu a legitimidade dos valores cristãos no debate político e repudiou a disseminação de notícias falsas criadas para explorar a sensibilidade do eleitorado religioso. Roma saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) diante de boatos que o acusavam de articular a perda do título oficial de padroeira do país conferido a Nossa Senhora Aparecida.
“O Estado ser laico não significa de forma alguma ser ateu. O princípio da laicidade nasceu justamente para assegurar a plena liberdade religiosa e impedir perseguições institucionais a qualquer credo. O Brasil tem uma Constituição laica, mas é um país marcadamente cristão, com símbolos sagrados presentes no Congresso, no STF e no Palácio do Planalto. A fé move e inspira a história do nosso povo”, ponderou o candidato.
O ex-ministro classificou como inaceitável o uso de desinformação nas disputas eleitorais. “Foram inventar a mentira de que Flávio Bolsonaro, por ser evangélico, iria revogar o título de Nossa Senhora Aparecida, um absurdo desmentido com clareza pela própria Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Como ministro, estive inúmeras vezes ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro no Santuário Nacional de Aparecida, onde recebemos e erguemos com respeito a imagem da padroeira. A fé deve servir para unir e promover o bem comum, como ensina o Papa Francisco, e nunca ser manipulada com mentiras eleitoreiras”, finalizou Roma.