Em entrevista à BNewsTV, governador criticou alianças do grupo de ACM Neto, rebateu ataques ao presidente Lula e afirmou que adversários tentam esconder apoio a figuras da direita ligada a Bolsonaro.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a nacionalizar o debate político local ao criticar as articulações da oposição baiana e reagir a declarações ofensivas direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A fala ocorreu durante sabatina no programa Se Liga Bocão, da BNewsTV, nesta terça-feira (28).
Jerônimo rebatia provocações de adversários políticos que se referiram a Lula como “muleta” eleitoral, destacando a solidez da aliança entre o governo estadual e o Palácio do Planalto.
“Chamaram o presidente de ‘muletas’… É a segunda vez, em 2022 aconteceu isso. Eu tenho um compromisso e um alinhamento com o meu presidente Lula. Nós temos um projeto de Brasil. Projeto de industrialização, projeto de soberania, projeto de educação”, declarou o governador.
Em tom incisivo, o chefe do Executivo baiano apontou o que considera uma contradição na estratégia eleitoral do grupo liderado por ACM Neto (União Brasil) ao citar as movimentações para as eleições presidenciais. Jerônimo afirmou que, embora a oposição baiana acene formalmente para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), a verdadeira ligação política permanece alinhada com a ala da direita ligada à família Bolsonaro.
“Eu sei quem ele apoia pra federal. Tão dizendo que é Caiado, mas no fundo, no fundo, quando juntar tudo ali, é aquele que tá lá nos Estados Unidos com o representante mandando castigar o Brasil… É aquele que brought um mensageiro argentino pra poder fazer qualquer tipo de ação, menos política de qualidade, na convenção deles”, disparou Jerônimo, em alusão ao deputado federal Eduardo Bolsonaro e à participação de influenciadores da direita neoconservadora em eventos partidários.
Jerônimo concluiu pontuando que o eleitor baiano saberá diferenciar os projetos em disputa. “Tem direito, é liberdade, e nós tratamos bem. Mas nós queremos discutir a vida do povo, eu quero trabalhar a esperança”, finalizou.