O deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Rosemberg Pinto (PT), falou sobre a atuação da Casa diante do cenário nacional. Em entrevista ao Jornal da Cidade, da Rádio Metropole, nesta segunda-feira (7), o parlamentar afirmou que as “assembleias estaduais perderam muito o protagonismo a partir da Constituição de 1988”.
“Quando os diversos temas sociais foram tratados ou pelo Congresso Nacional ou pelas Câmaras de Vereadores, ou seja, quem faz o regramento de transporte é o município, quem faz regramento de determinadas ações do ponto de vista da regulação da economia local, também são os municípios. A Assembleia ficou muito como um órgão de fiscalização, de apreciação dos projetos de iniciativa de parlamentares e dos poderes públicos. Agora, tem muitos temas que a gente debate”, destacou.
Na oportunidade, ele citou que na ALBA tem, pelo menos, dois ou três parlamentares que “apresentam uma posição mais extremista do ponto de vista da defesa dessa dicotomia que hoje a gente vê na política”.
“Eu acho que nós vamos superar isso, precisamos voltar a debater ideias e não pessoas. Ou seja, essa divisão entre Lula e Bolsonaro, na minha opinião, é um empobrecimento da política, do debate. Nós precisamos debater o que representa o conceito de gestão do governo Lula e o que representa o conceito de gestão do ex-presidente Bolsonaro”, ressaltou.
O deputado completou: É esse debate que deve permear e não a adjetivação que às vezes acontece, principalmente pelos apaixonados pelo ex-presidente Bolsonaro. Na Assembleia, a gente debate isso com nível, na minha opinião, razoável, com muita maturidade, mas não deixa de existir algumas expressões mais extremistas”.
