Salvador, 08/04/2026 13:07

Jornalismo ético compromissado com a verdade

Salvador

“Então, precisa dizer: liberou ou não liberou?”, cobra Lúcio Vieira Lima após falas de Bruno Reis

Lúcia Vieira Lima
Foto: Divulgação
fallback user

Compartilhe:

google-news-follow

O presidente de honra do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, criticou nesta quarta-feira (8) declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), sobre a polêmica envolvendo a entrega de um conjunto habitacional do programa Minha Casa Minha Vida.

O empreendimento, localizado na avenida 29 de Março, na região de Fazenda Grande IV, tinha entrega prevista para a semana passada, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mas acabou cercado por questionamentos sobre a liberação do habite-se.

Em reação às falas do prefeito, Lúcio questionou o que classificou como contradição no posicionamento do gestor municipal. “O prefeito Bruno Reis tem que se decidir. Ontem ele disse que tinha liberado as casas e que não foram entregues porque, de forma grosseira, afirmou que o presidente Lula passou o dia bebendo uísque. Agora, diz que não libera obra com pendência. Então, precisa dizer: liberou ou não liberou?”, afirmou.

Segundo o emedebista, os dois cenários possíveis levantam problemas. “Se ele liberou com pendência, descumpriu a lei. Se não havia pendência, então mentiu ao justificar que a obra não foi inaugurada por conta do comportamento do presidente”, disse.

Lúcio também acusou o prefeito de adotar discursos distintos conforme o contexto político. “O que não dá é ter uma fala em um momento e outra completamente diferente depois. Isso é enganar o povo. Isso sim é mexer com a esperança das pessoas”, declarou.

As críticas ocorrem após Bruno Reis afirmar, em evento político na terça-feira (7), que o conjunto habitacional não foi inaugurado porque o presidente Lula teria preferido “passar o dia bebendo uísque em Salvador”. Já no dia seguinte, o prefeito disse que não autoriza a entrega de obras com pendências legais.

Para Lúcio Vieira Lima, a solução deveria passar por articulação entre os entes federativos. “A política boa é sentar, governo federal, estadual e municipal, como adultos, identificar as pendências e resolver. Se estiver tudo certo, inaugura. O povo quer receber sua casa, independente de quem esteja no palanque”, afirmou.

O dirigente do MDB disse ainda que o foco deve ser a população atendida pelo programa. “O objetivo é entregar as casas ao povo. Não é disputa de narrativa. É garantir dignidade para quem mais precisa”, concluiu.

Gostou? Compartilhe!

google-news-follow

LEIA TAMBÉM

publicidade
BANNER ALBA MARÇO DE 2026