Em Salvador, presidente repudiou boatos eleitorais sobre revogação do título da santa e exigiu respeito irrestrito entre católicos, evangélicos, religiões de matriz africana e ateus.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou diretamente as controvérsias religiosas que circularam nas redes sociais durante a reta final da campanha de 2026. Em pronunciamento na orla de Salvador, Lula rechaçou categoricamente os boatos que sugeriam articulações políticas para destituir Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira oficial do país e cobrou maturidade democrática no trato da fé popular.
“Inventaram uma onda de mentiras, tanta fake news que nem dá para acompanhar, dizendo que Nossa Senhora Aparecida deixaria de ser a padroeira do país. Quero afirmar perante a Bahia: enquanto nós respirarmos, Nossa Senhora Aparecida continuará sendo a padroeira do Brasil! A sociedade precisa compreender que a convivência pacífica exige respeito mútuo às crenças de cada cidadão”, assegurou o chefe de Estado.
Lula enfatizou que a liberdade de culto é um dos pilares inegociáveis do regime democrático. “O católico tem a obrigação de respeitar o evangélico, o evangélico precisa respeitar as religiões de matriz africana, e todos devem respeitar os povos indígenas e os ateus. Cada brasileiro tem o direito de professar a fé que escolher ou não professar nenhuma. Sem essa garantia fundamental de respeito à diversidade, a democracia é jogada na lata do lixo”, concluiu o presidente.