Salvador, 29/03/2026 02:53

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Em recado para ACM Neto, Jerônimo diz que governo “não faz carinho em facções”

Jerônimo Rodrigues
Foto: PAOP
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O governador Jerônimo Rodrigues (PT) voltou a elevar o tom no debate sobre segurança pública e direcionou uma indireta ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), principal voz da oposição estadual, ao rebater críticas sobre sua atuação no combate ao crime organizado na Bahia. A declaração foi feita nesta sexta-feira (14), em entrevista a uma pool de rádios em Santo Antônio de Jesus.

Sem citar nomes, Jerônimo afirmou que determinados ataques têm como objetivo antecipar o embate eleitoral de 2026 e acusou adversários de “brincar com um tema sério”.

O governador usou o episódio da ponte da Pedra do Cavalo, entre Salvador e o Recôncavo, para exemplificar o que chamou de “narrativa distorcida”. Ele afirmou que a polícia já estava em operação quando vídeos de supostos integrantes de facções armadas passaram a circular nas redes sociais.

“O que aconteceu quando paralisou ali o trânsito na ponte da Pedra do Cavalo? É porque já estava lá a polícia. A polícia se antecipou”, disse Jerônimo, relatando que foi avisado previamente pelo secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, sobre a movimentação criminosa.

Em seguida, o governador endureceu o discurso e fez a frase que mirou diretamente a oposição. “Se alguém está achando que o governador vai fazer carinho em facções, está errado. Quem fala isso está mentindo, sai do playground. Nós não estamos dando folga nisso”, afirmou, numa das declarações mais incisivas desde o início da gestão.

Para Jerônimo, ataques recentes têm objetivo eleitoral. “O que não pode é utilizarem um tema sério para fazer política antecipada em 2026. Quem faz política com seriedade não brinca com temas como estes”, disse, em clara referência ao entorno de ACM Neto.

O governador afirmou ainda que o Estado tem feito investimentos para fortalecer o enfrentamento às facções e defendeu uma legislação nacional mais dura contra o crime organizado. “Minha determinação com a SSP e com ações no sistema prisional é que usem o braço forte. Bandido bom é bandido preso, entregue à Justiça. E eu defendo que o Congresso, junto com o presidente Lula, crie uma lei à altura do que representa o crime organizado no país”, concluiu.

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