O pré-candidato a deputado Ditinho afirmou neste fim de semana que ainda é cedo para qualquer definição sobre quem deve assumir a candidatura a deputado federal que vinha sendo articulada por Alan Sanches, morto na última semana. Nos bastidores, aliados discutem uma possível composição envolvendo Ditinho e Duda Sanches, filho do parlamentar.
A declaração foi dada durante a missa em memória de Alan, realizada em Salvador. Segundo Ditinho, o momento é de luto e reflexão, e não de decisões políticas.
“É uma celebração de tudo que Alan fez, o legado que ele deixou, a pessoa que ele foi, o pai que ele foi, o amigo, o irmão, o filho. Então isso é uma maneira de a gente celebrar isso hoje e saber que a Bahia tem um pedacinho de Alan”, afirmou.
Questionado sobre as articulações em torno da sucessão política após a morte do deputado — já que Ditinho e Alan atuavam juntos e havia a expectativa de uma candidatura articulada —, o pré-candidato evitou antecipar movimentos e disse que qualquer decisão passará por consultas internas.
“Olha, tá muito cedo pra gente tomar qualquer decisão. A gente tá aqui hoje, celebrando a missa do sétimo dia. Então, assim, é coisa pra gente conversar com a base, conversar com o nosso líder maior, que é o ACM Neto. É coisa pra gente refletir”, disse.
Ditinho reconheceu que sempre teve o desejo de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, mas ressaltou que não tomará decisões isoladas nem sem diálogo com a família de Alan.
“A vontade de ser federal, eu sempre tive, e abrir para o amigo e irmão meu. Ajudei ele na própria campanha dele. Mas, decisões nenhuma, a gente vai tomar sem consultar a base, sem consultar a família, sem consultar o nosso líder, que é Neto”, afirmou.
Ao comentar o impacto da morte de Alan Sanches em Santo Antônio de Jesus e no Recôncavo baiano, Ditinho disse que a comoção extrapolou a região e alcançou todo o estado.
“Na realidade, nem só em Santo Antônio. A Bahia parou. Se você olhar, eu estava vendo no Instagram de Alan, cresceu 10 mil seguidores dentro de um dia, dois dias. O meu, só porque eu estava ligado a ele, cresceu 2 mil seguidores em um dia. Então você vê que isso foi uma repercussão em nível Bahia”, disse.
Segundo ele, as homenagens evidenciaram a dimensão política e pessoal do deputado. “Você vê que o jogo do Bahia parou em um minuto de silêncio, em homenagem ao Alan. Então assim, não só foi Santo Antônio de Jesus, não só foi Salvador que perdeu, foi a Bahia inteira”, afirmou.
Ditinho também destacou a relação próxima de Alan com o município. “Santo Antônio de Jesus era a segunda casa dele, não sei se seria a segunda ou a primeira. Ele fazia política aqui, tinha muita amizade, muito político. Ficou todo mundo muito triste, parou tudo. É uma emoção muito grande”, concluiu.
