Durante o fórum S.O.S Bahia, realizado em Irecê nesta quinta-feira (5), o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União Brasil), afirmou que a segurança pública e a saúde serão prioridades absolutas em um eventual mandato a partir de 2026.
Ao comentar o avanço da violência e os problemas da chamada “fila da regulação”, ele defendeu que essas áreas exigem liderança direta do governador e não podem ser tratadas como temas secundários. Segundo Neto, “O próximo governador precisará tratar disso pessoalmente, com senso total de imediatidade”, em crítica ao que definiu como “postura contemplativa” da atual administração frente ao fortalecimento do crime organizado.
O discurso ganhou contornos mais duros com a lembrança do assassinato do cabo da Polícia Militar Glauber Rosa Santos, morto na última terça-feira (3), no bairro Nordeste de Amaralina, em Salvador. O policial, de 42 anos e pai de dois filhos, foi atingido por um tiro na cabeça durante uma operação. Para ACM Neto, o episódio expõe o nível de insegurança enfrentado diariamente tanto pelos moradores quanto pelos próprios agentes de segurança.
O ex-prefeito também chamou atenção para os índices de violência no estado, destacando que a Bahia abriga cinco das dez cidades mais violentas do país, entre elas Jequié, Santo Antônio de Jesus e Simões Filho. Na avaliação do pré-candidato, a ausência de comando firme por parte do governo estadual tem facilitado a expansão de facções criminosas em diversas regiões, incluindo municípios do interior.
No campo da saúde, ACM Neto voltou suas críticas ao sistema de regulação, que classificou como a “fila da morte”. Ele relatou situações presenciadas em Irecê e em outras cidades, nas quais pacientes permanecem em ambulâncias ou corredores hospitalares à espera de vagas, muitos sem resistir ao tempo de espera para transferência.
Para o pré-candidato, o entrave vai além do orçamento e passa pela falta de organização e integração da rede de atendimento, especialmente em casos graves como infartos e AVCs. Nesse contexto, afirmou: “O governador fecha os olhos e finge que está tudo bem, enquanto o pobre, que não tem plano de saúde, é vítima dessa precariedade”.
Ao encerrar sua participação, ACM Neto defendeu a necessidade de trocar discursos por medidas efetivas, com enfrentamento direto ao crime e reestruturação do sistema de saúde. Ele afirmou que, se eleito, adotará “pulso firme” na área da segurança e promoverá estudos para regionalizar os serviços de saúde, com o objetivo de agilizar o acesso da população a atendimentos básicos e especializados.
