Deputada federal pelo PT atribui desempenho da oposição no município baiano à “arrogância e vaidade” do ex-prefeito e exalta renovação liderada pelo grupo de Caetano
A deputada federal Ivoneide Caetano (PT-BA) teceu duras críticas à gestão e ao grupo político do ex-prefeito de Camaçari, Antonio Elinaldo (União Brasil). Em entrevista a rádio Líder FM, a parlamentar afirmou que o resultado das últimas urnas consolidou a rejeição popular ao ex-gestor e aos aliados apoiados por ele no município da Região Metropolitana de Salvador.
Segundo a deputada, o desempenho das urnas refletiu uma resposta direta do eleitorado à postura política do ex-prefeito. “Camaçari mostrou a rejeição à pessoa do ex-prefeito Elinaldo. Não quer mais Elinaldo à frente deste município. Foi uma derrota — saiu derrotado aqui em Camaçari. Sabe o que é isso? Arrogância, vaidade. O povo não tolera esse tipo de coisa”, declarou Ivoneide.
Durante a entrevista, a deputada comparou a formação de novas lideranças entre o grupo governista, liderado por Luiz Caetano (PT), e a oposição local. Ivoneide rebateu as acusações de adversários de que o PT “enterraria” lideranças na cidade, argumentando que a oposição é quem tem falhado em fortalecer novos nomes políticos.
A parlamentar destacou a trajetória de aliados como Téo Ribeiro e Tagner, ressaltando a ascensão política deste último. “Tagner andou comigo em campanha, lado a lado comigo, e hoje está eleito deputado estadual nessa cidade. É uma nova liderança que surge em Camaçari, porque Caetano tem dado oportunidade”, defendeu.
Em contrapartida, Ivoneide citou nomes apoiados por Elinaldo que, segundo ela, registraram votações expressivamente baixas ou não conseguiram se consolidar nas urnas locais, mencionando candidatos que alcançaram apenas centenas ou poucos milhares de votos.
“Qual foi a liderança que Elinaldo pegou na mão aqui da cidade e que ajudou a se consolidar?”, questionou a deputada. “É medo de que essas pessoas cresçam e ocupem o lugar dele? Que lugar, Elinaldo? Não tem mais lugar em Camaçari, não. Acabou. Perdeu o governo do Estado, não elegeu nenhum estadual nem deu votação expressiva aos federais dele na cidade”, concluiu.
O embate em Camaçari antecipa o clima de acirramento político no segundo maior colégio eleitoral da Bahia, polo industrial estratégico disputado historicamente entre as forças do PT e do União Brasil no estado.