Salvador, 04/10/2026 21:12

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Eleição presidencial vai ao 2º turno entre Flávio Bolsonaro e Lula; Nordeste forma muralha pró-petista com vitórias nos nove estados

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Com 91,87% das urnas apuradas no país, senador do PL lidera disputa nacional por margem superior a 4,1 milhões de votos, enquanto presidente vence com folga em todo o Nordeste — registrando sua maior marca percentual no Piauí e o maior volume de votos na Bahia.

A eleição para a Presidência da República será decidida em segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com 91,87% das seções eleitorais apuradas em todo o país (458.678 de um universo de 499.248 urnas), os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam Flávio Bolsonaro na dianteira nacional com 47,90% dos votos válidos (52.290.318 votos), contra 44,13% de Lula (48.177.437 votos).

A vantagem de 4.112.881 votos construída pelo candidato do PL nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste confirmou a necessidade de uma nova rodada eleitoral, enquanto a votação maciça obtida pelo chefe do Executivo nos estados nordestinos garantiu o equilíbrio aritmético para levar a decisão ao pleito final de 25 de outubro.

Resultado mais recente na Bahia, capturado às 20:59:30

O desempenho de Lula nos nove estados do Nordeste

Diferente do cenário nacional, a Região Nordeste consolidou uma barreira expressiva em favor de Lula, que venceu em todos os nove estados da região com margens que variaram entre 55% e 70% dos votos válidos:

  • Piauí: Maior índice percentual de Lula no país, alcançando 70,60% dos votos válidos (1.397.064 votos), contra 24,41% de Flávio Bolsonaro (482.959 votos).
  • Bahia: Maior colégio eleitoral da região e responsável pelo maior volume absoluto de votos do petista, onde Lula obteve 65,26% dos votos válidos (4.405.094 votos), frente a 29,25% de Flávio Bolsonaro (1.974.678 votos).
  • Maranhão: Lula liderou com 63,13% dos votos válidos (2.204.994 votos), enquanto Flávio registrou 31,68% (1.106.437 votos).
  • Pernambuco: O presidente fechou o primeiro turno com 62,98% (3.195.215 votos), diante de 31,46% do adversário (1.596.188 votos).
  • Sergipe: Vitória de Lula com 62,55% dos votos válidos (823.907 votos), ante 30,77% de Flávio (405.336 votos).
  • Ceará: O petista contabilizou 62,22% dos votos válidos (2.936.236 votos), contra 32,13% do candidato do PL (1.515.980 votos).
  • Paraíba: Lula atingiu 61,26% (1.528.361 votos), enquanto Flávio somou 33,11% (826.220 votos).
  • Rio Grande do Norte: Votação pró-Lula de 59,74% (1.161.462 votos), diante de 34,75% de Flávio Bolsonaro (675.579 votos).
  • Alagoas: Vitória petista com 55,60% dos votos válidos (771.330 votos), frente a 39,69% de Flávio Bolsonaro (550.652 votos).

Radiografia da votação nacional para a Presidência

No quadro geral computado pelo TSE até as 20h34, foram contabilizados 114.580.046 votos no total, sendo 109.160.300 nominais e válidos (95,27%), 2.104.942 em branco (1,84%) e 3.314.804 nulos (2,89%). O comparecimento ficou em 78,99%, com abstenção de 21,01% (30.469.932 eleitores).

A totalização oficial de todos os postulantes à Presidência da República registra:

  1. Flávio Bolsonaro (PL – 22): 47,90% (52.290.318 votos)
  2. Lula (PT – 13): 44,13% (48.177.437 votos)
  3. Escritor Augusto Cury (Avante – 70): 2,93% (3.194.018 votos)
  4. Renan Santos (Missão – 14): 2,29% (2.499.563 votos)
  5. Ronaldo Caiado (PSD – 55): 2,24% (2.448.370 votos)
  6. Romeu Zema (Novo – 30): 0,28% (307.629 votos)
  7. Samara (UP – 80): 0,11% (114.779 votos)
  8. Hertz Dias (PSTU – 16): 0,04% (40.344 votos)
  9. Clariana Barao (DC – 27): 0,03% (37.294 votos)
  10. Edmilson Costa (PCB – 21): 0,02% (20.766 votos)
  11. Veterinário Wilson Grassi (Democrata – 35): 0,01% (15.649 votos)
  12. Rui Costa Pimenta (PCO – 29): 0,01% (14.133 votos)

O cálculo das heranças eleitorais para o 2º turno

A redistribuição das forças que ficaram fora da rodada final coloca a centro-direita e os eleitores moderados no centro das articulações políticas. A soma dos desempenhos de Ronaldo Caiado (2,24%), Renan Santos (2,29%) e Romeu Zema (0,28%) totaliza 4,81% dos votos válidos nacionais, desenhando uma tendência natural de atração de segmentos conservadores e liberais para a candidatura de Flávio Bolsonaro na nova campanha.

No entanto, a transferência não se dará em bloco:

  • A postura do partido Missão: Tendo pautado sua campanha no combate à polarização tradicional e em duras críticas tanto à esquerda quanto à cúpula bolsonarista, Renan Santos tende a adotar neutralidade institucional, sem endossar nenhum dos concorrentes. Esse posicionamento deve levar uma fatia expressiva de seus quase 2,5 milhões de eleitores a optar pelo voto nulo, branco ou pela abstenção no segundo turno.
  • O contingente do Escritor Augusto Cury: Com 3,19 milhões de votos (2,93%), Cury desponta como o verdadeiro território em aberto da disputa. Seu eleitorado, marcado por um perfil humanista, centrista e voltado a propostas sociais de pacificação, será alvo prioritário tanto da campanha governista — que buscará atrair esse público pelo viés do diálogo democrático — quanto da oposição.
  • Mobilização das bases estaduais: Do lado petista, a sólida vitória de Jerônimo Rodrigues no primeiro turno na Bahia e a consolidação de bancadas de sustentação no Nordeste servirão de alavanca para ampliar a participação do eleitorado e buscar a recuperação de votos nos grandes centros urbanos do país nas próximas quatro semanas.
Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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