Salvador, 10/04/2026 05:22

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Eduardo Salles alerta para risco de desabastecimento e cobra solução para interdição no Terminal Itapuã

Foto: PAOP
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O deputado Eduardo Salles (PP), presidente da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa, fez um alerta sobre os impactos da interdição do Terminal Itapuã, em São Tomé de Paripe. Segundo ele, o fechamento prolongado pode provocar uma crise no abastecimento de fertilizantes, afetando diretamente a agricultura e a economia da Bahia e do Brasil.

Salles explicou que a interdição ocorreu após a identificação de resíduos de cobre — material que não é transportado pela Intermarítima, empresa que atualmente opera o terminal. “Pelas informações que disponho, o cobre veio da Gerdau, que é a proprietária da área e deixou um passivo ambiental que precisa ser resolvido. Mas atualmente o Terminal Itapuã trabalha apenas com fertilizantes que são necessários para a economia baiana”, afirmou.

De acordo com o parlamentar, cerca de 70% dos fertilizantes que abastecem a Bahia e o Tocantins passam pelo terminal, que segue interditado. “Claro que defendemos que todas as circunstâncias do vazamento ocorrido na praia sejam devidamente apuradas e os responsáveis punidos. Mas é preciso agilidade nessa apuração para que a nossa agricultura, especialmente a do Oeste Baiano, não corra o risco de um desabastecimento de uma matéria-prima básica que é o fertilizante”.

Ele também chamou atenção para o cenário internacional e seus reflexos no abastecimento. “A Bahia e o Brasil poderão viver uma crise muito grave nos próximos meses que é a questão dos fertilizantes, já que a maior parte dessa matéria prima é importada. Com a guerra no Oriente Médio, a China e a Rússia paralisaram as exportações e nós precisamos de fertilizantes para iniciar o plantio da safra do segundo semestre”, disse Eduardo.

Por fim, Salles defendeu a responsabilização pelos danos ambientais e a retomada das atividades do terminal com segurança. “Nos defendemos a questão ambiental e quem errou deve ser punido. Mas devemos colocar o porto novamente em funcionamento, com todas as garantias que o órgão ambiental exigir, para que a produção agrícola baiana não seja duramente prejudicada”, concluiu Salles.

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