Apesar do desejo latente do PT em lançar uma chapa com três nomes do partido em 2026 na Bahia, o presidente estadual da sigla, Éden Valadares, pondera que os aliados serão consultados sobre o movimento. Segundo o cacique, o desejo petista tem um limite: não estourar o grupo político.
Na equação petista, a composição seria feita da seguinte forma: Jerônimo Rodrigues candidato à reeleição para o governo, tendo Jaques Wagner e Rui Costa como candidatos ao Senado ao seu lado.
Caso se concretize, o movimento representará um revés para o PSD, principal aliado das gestões petistas na Bahia. O partido defende a reeleição do senador Angelo Coronel, cujo mandato se encerra em 2027.
“Seria diferente para mim. Imagina eu, enquanto presidente do PT, ter uma chapa com o governador do PT e dois senadores do PT. Esse desejo tem um limite. Qual é o limite dele? Nós não vamos estourar o grupo por isso. Nós vamos construir, nós vamos trabalhar, nós estamos dialogando. Mas o limite dessa articulação, desse desejo, dessa tese é não estourar o nosso grupo”, disse Éden na manhã desta segunda-feira (13).
A declaração foi dada durante um encontro de prefeitos e prefeitas do PT baiano, realizado na sede da UPB, no Centro Administrativo da Bahia.
“Agora, nós não estamos proibidos de apresentar essa tese. Se as pesquisas, se a vontade da classe política, se o ambiente demonstrar que é a chapa com os três governadores se mostrar a chapa mais competitiva, a chapa que tem mais chances de ganhar e de ampliar a votação de Lula na Bahia nós vamos chamar os aliados para conversar. Se essa tese se mostrar a mais robusta, com maior capacidade de agregar e de vencer as eleições, nós não estamos proibidos não, nós vamos defender”, acrescentou o presidente do PT Bahia.

