Salvador, 27/08/2026 13:15

Jornalismo ético compromissado com a verdade

Salvador

Economia: Inflação desacelera em julho, e Salvador registra deflação

supermercado_economia_20220729_0

Compartilhe:

google-news-follow

IPCA ficou em 0,07% no mês; cesta básica caiu em 26 capitais, incluindo a capital baiana

A inflação oficial do Brasil desacelerou em julho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,07%, conforme dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma queda de 0,09 ponto percentual em relação ao índice de junho, que havia sido de 0,16%.

Em Salvador, o cenário foi ainda mais favorável. A capital baiana esteve entre as cinco localidades pesquisadas pelo IBGE que registraram deflação em julho, quando a média dos preços de produtos e serviços apresenta queda em relação ao mês anterior.

No acumulado de 2026, o IPCA registra alta de 3,44%. Já nos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,44%, abaixo dos 4,64% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a variação havia sido de 0,26%.

Alimentos ajudam a conter alta dos preços

Um dos principais fatores que contribuíram para o resultado de julho foi a redução nos preços dos alimentos. O grupo Alimentação e bebidas recuou 0,67%, com impacto negativo de 0,14 ponto percentual no índice geral.

Dentro desse grupo, a alimentação no domicílio teve queda de 1,14%. Entre os produtos que mais ficaram baratos estão o tomate, com redução de 29,09%, a batata-inglesa (-19,59%), a cenoura (-14,41%) e o café moído (-2,45%).

O tomate foi o principal impacto negativo individual sobre o resultado do IPCA de julho, contribuindo com -0,10 ponto percentual.

Cesta básica cai em Salvador e outras 25 capitais

A redução nos preços dos alimentos também apareceu no levantamento da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Segundo os dados divulgados na segunda-feira (10), o custo do conjunto de alimentos básicos caiu em 26 das 27 capitais brasileiras em julho.

Na comparação com junho, as maiores quedas foram registradas em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%), Belo Horizonte (-7,44%), Palmas (-7,38%) e Rio de Janeiro (-7,12%).

Em Salvador, Brasília, João Pessoa, Fortaleza, Florianópolis e Cuiabá, as reduções ficaram entre 6,71% e 6,04%. São Luís foi a única capital onde houve aumento no custo da cesta básica, com alta de 0,3%.

Habitação foi principal pressão sobre o IPCA

Apesar da queda dos alimentos, o grupo Habitação apresentou a maior alta entre os segmentos pesquisados. A variação foi de 0,99%, com impacto de 0,15 ponto percentual no resultado geral da inflação.

Os demais grupos apresentaram resultados que variaram entre a queda de 0,66% em Vestuário e a alta de 0,40% em Saúde e cuidados pessoais.

Passagens aéreas sobem, mas combustíveis recuam

O grupo Transportes teve variação de 0,05% em julho. O resultado foi influenciado principalmente pela alta de 11,67% nas passagens aéreas.

Na direção oposta, os combustíveis registraram queda de 1,44%. Todos os itens pesquisados apresentaram redução: etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).

Salvador está entre as regiões com deflação

A pesquisa do IPCA contempla dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

Em 14 localidades, o índice apresentou queda em relação a junho. Entre elas estão Rio Branco, Rio de Janeiro, Vitória, São Luís, Fortaleza, Brasília, Porto Alegre, Campo Grande, Goiânia, Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador e Belém.

Além da capital baiana, Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba e Belém registraram índice negativo em julho, caracterizando deflação.

INPC também registra queda

O IBGE divulgou ainda o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que apresentou variação de -0,01% em julho, depois de registrar alta de 0,14% em junho.

O indicador acumula alta de 3,50% no ano e de 4,10% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,33% registrados nos 12 meses anteriores. Em julho de 2025, o INPC havia registrado alta de 0,21%.

Os preços dos alimentos também contribuíram para o resultado. O grupo passou de uma queda de 0,29% em junho para uma retração de 0,74% em julho. Já os produtos não alimentícios passaram de uma alta de 0,28% para 0,23%.

Entre as regiões pesquisadas, São Paulo apresentou a maior variação do INPC, de 0,28%, enquanto Belém registrou a menor, de -0,49%.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e considera famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos. Para o resultado de julho, foram comparados os preços coletados entre 1º e 30 de julho de 2026 com os valores registrados entre 30 de maio e 30 de junho de 2026. O INPC, calculado desde 1980, considera famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos, tendo como chefe uma pessoa assalariada.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

Gostou? Compartilhe!

google-news-follow

LEIA TAMBÉM