Deputado federal mais votado da Bahia cita expressivo desempenho nas urnas na capital e afirma que seu futuro político “está na mão de Deus”
Em entrevista ao vivo nesta sexta-feira (16), o deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) sinalizou a intenção de disputar a Prefeitura de Salvador nas eleições municipais de 2028. O parlamentar, que obteve a maior votação do estado para a Câmara dos Deputados no último pleito, destacou a forte conexão com a capital baiana e o desempenho das urnas para fundamentar a avaliação sobre o seu futuro político.
Questionado sobre projetos eleitorais e possíveis candidaturas no Executivo municipal ou ao Senado, Isidório recorreu a passagens religiosas e canções evangélicas para relativizar o planejamento tradicional, mas ressaltou a preferência do seu eleitorado na capital. “A Bíblia diz que o cavalo se prepara para a batalha, mas a vitória vem do Senhor. A minha vida está na mão de Deus. Eu não tenho voto, eu não tenho força“, afirmou.
Apesar do tom reservado, o deputado apontou para os números da última eleição ao defender que Salvador é a cidade que o impulsiona a disputar o Palácio Thomás Coimbra. “Se você for olhar a votação de novo, mais uma vez e novamente, você vai ver que ponta para Salvador. É Salvador quem me chama para prefeito, estou lhe falando nos números. Já tive 170 e tantos mil votos [em eleição anterior] e foi me dada agora mais quase 150 mil votos com campanha de pobre“, pontuou.
Isidório fez questão de contrapor a sua trajetória política às campanhas tradicionais da base governista e da oposição. “Não tive dinheiro de empresário, não tive apoios daqueles que o governo faz — que não é candidato do governador, é candidato não sei de quem. Eu sou candidato de Deus e do povo o tempo todo, e o povo de Salvador tem esse amor por mim e eu tenho esse amor pelo povo“, declarou.
Ao detalhar a capilaridade da sua atuação social e religiosa, o parlamentar também citou os dados de acolhimento da Fundação Doutor Jesus, instituição que preside voltada à reabilitação de dependentes químicos. “Lá das 2.380 pessoas, 1.318 são de Salvador. E mais 170 de Feira de Santana, e o restante distribuído no estado“, concluiu.