Ex-ministro ironizou a tentativa de associar o ex-presidente Jair Bolsonaro à destruição do Bolsa Família e relembrou a PEC que triplicou o valor do benefício antes da eleição.
O ex-ministro da Cidadania, João Roma, voltou a criticar o uso eleitoral do programa Bolsa Família pelo atual governo. Durante sabatina na rádio CBN, em Salvador, nesta terça-feira (20), Roma desmentiu a narrativa de que a gestão de Jair Bolsonaro foi uma ameaça ao programa social e lembrou que foi no governo passado que o benefício sofreu o maior reajuste da história.
Apresentadores do programa questionaram Roma sobre a estratégia de adversários que atribuem ao governo Bolsonaro a intenção de extinguir o benefício. “Como é que você permite que o entrevistado diga que foi o governo Bolsonaro que triplicou o valor do Bolsa Família? Não é que a gente permita, esse é o fato”, respondeu Roma, reforçando que a média do programa saltou de 180 para 600 reais.
O presidente do PL baiano recordou que o aumento, contestado na época por adversários, só foi possível após a aprovação de uma PEC no Congresso, que teve apoio inclusive da oposição. “Foi votado por deputados de esquerda e de direita. Deputados do PT votaram favoráveis […] na Câmara e no Senado”, argumentou Roma. Para ele, o governo atual tenta apagar esse feito do período eleitoral. “Dizer que passou quatro anos e não sabia que não tinha sido aumentado o Bolsa Família e aumentar na semana antes da eleição? Realmente, é querer brincar e tripudiar em cima do nosso povo tão sofrido”, cravou.