A votação do projeto que estabelece novas regras para a realização de eventos na Barra, em Salvador, pode ser adiada para 2026. A avaliação é do vereador Duda Sanches (União Brasil), relator da proposta na Câmara Municipal, que defende mais tempo para diálogo com moradores, produtores culturais e demais setores envolvidos.
Segundo o parlamentar, a tramitação não avançou o suficiente para garantir que todos os impactos fossem analisados. “A gente tem que conversar isso com várias mãos. O tempo que o projeto foi apresentado, até agora, não nos deu as condições de ouvir todos os lados, e acredito que vamos ter que atrasar um pouco essas decisões, para que a gente possa garantir uma melhor qualidade de vida para esses moradores”, afirmou.
Apesar do atraso, Sanches reforça que a proposta não tem o objetivo de impedir festas ou atrações tradicionais no bairro. Para ele, o debate deve focar em ajustes técnicos para conciliar lazer, turismo e bem-estar da população. “Temos que regular realmente os horários que esses aparelhos são ligados, a quantidade de trios elétricos que tem nesses eventos, regular uma série de coisas, mas inviabilizar não é o caminho”, disse.
O projeto, de autoria do vereador Mauricio Trindade (PP), prevê restrições ao uso de equipamentos de som, como trios elétricos, mini trios, carros de som e caixas móveis, durante eventos na região. A medida tem gerado reação de organizadores e preocupação de moradores, que reclamam do impacto acústico e da intensidade do calendário festivo no bairro.
Ainda não há nova data definida para a votação, mas a tendência é que o texto seja revisado e retorne ao plenário apenas na próxima legislatura.
