Um episódio de tensão e tumulto na Universidade Federal da Bahia (UFBA) terminou na 7ª Delegacia Territorial, onde o deputado estadual Diego Castro (PL) formalizou um boletim de ocorrência.
O parlamentar esteve no campus com sua equipe para remover adesivos de propaganda política afixados em instalações da instituição, ação que gerou rápida reação de estudantes e acirrou os ânimos no local.
Diego Castro alegou ter atendido a chamados do próprio corpo discente para combater a partidarização do patrimônio público.
“Nós fomos acionados por estudantes de direita da UFBA que denunciaram a depredação e o uso político do espaço público”, afirmou o deputado, que defendeu a legalidade de sua atuação e rebateu as críticas: “Se a regra é para um, tem que ser para todos. A universidade pública não pode ser reduto de campanha partidária de esquerda”.
Diante das acusações sobre o confronto e o tom de sua presença, o parlamentar justificou a reação de sua equipe e negou ter invadido áreas restritas.
“Se houve uma agressão física, vai haver uma reação para resguardar a nossa integridade. Eles tentaram nos acuar, mas não vamos aceitar intimidação”. Ele acrescentou ainda: “Mentiram dizendo que eu invadi banheiros ou locais restritos. Fomos fiscalizar o patrimônio público que estava adesivado irregularmente”.
Por outro lado, a direção da Faculdade de Comunicação da UFBA (Facom) repudiou com veemência a conduta do grupo.
O diretor da unidade, Washington José de Souza Filho, classificou a ação como inaceitável e denunciou a violência contra um aluno: “O deputado invadiu o campus, acompanhado de jagunços, que são pagos com dinheiro público. É um absurdo que isso tenha acontecido, sem nenhuma razão. A universidade se manifesta na natureza que cada um deles tem, não espaço de propaganda”.