Deputado estadual atribui ação da Justiça Eleitoral a denúncias de adversários e fala em tratamento desigual na fiscalização das campanhas
O deputado estadual Diego Castro (PL) criticou, nesta sexta-feira (23), a retirada de materiais de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, do comitê de apoio instalado em Salvador. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que agentes da Justiça Eleitoral estiveram no imóvel para cumprir uma determinação judicial e removeram peças de divulgação que estavam na fachada e no interior do espaço.
Segundo Diego Castro, o local passou a funcionar integralmente como comitê de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais. Entre os itens retirados, de acordo com o deputado, estavam fotografias, o número eleitoral e outros elementos que compunham a identidade visual da campanha.
“Depenaram a fachada toda, tiraram lá os elementos que tinham na fachada, acabaram com a nossa identidade visual”, declarou o parlamentar.
Deputado questiona fiscalização eleitoral
Durante a gravação, Diego Castro atribuiu a medida a uma denúncia apresentada por adversários políticos e questionou o que considera uma diferença de tratamento na fiscalização das campanhas eleitorais.
O deputado também mencionou eventos que classificou como showmícios e alegou que denúncias relacionadas a essas práticas não teriam resultado na interrupção das atividades. Sem apresentar, no vídeo, detalhes sobre os procedimentos citados, ele afirmou que a aplicação das regras eleitorais estaria ocorrendo de maneira desigual entre os grupos políticos.
“Afinal de contas, não é o que se faz, é quem faz”, afirmou Diego. Em seguida, classificou como desproporcional o tratamento que, segundo ele, é dispensado aos candidatos e apoiadores da direita.
Parlamentar convoca apoiadores para mobilização
Mesmo diante da retirada dos materiais, Diego Castro reforçou o chamado à mobilização em favor de Flávio Bolsonaro. A caminho de Feira de Santana, onde participaria do Bloquinho do 22, o deputado citou atos previstos em Salvador e em outras regiões da Bahia.
O parlamentar pediu que os apoiadores mantenham o empenho na campanha até o encerramento da votação do segundo turno, marcado para domingo (25). Na avaliação dele, o episódio envolvendo o comitê não deve desmobilizar a militância.
Diego afirmou ainda que situações como a relatada aumentam sua disposição para continuar atuando na campanha, mas ressaltou a importância da participação dos eleitores na reta final da disputa presidencial.
“Vamos continuar lutando”, concluiu o deputado.
Até o momento, o relato apresentado pelo parlamentar não esclarece qual foi o fundamento jurídico específico da ordem judicial que determinou a retirada dos materiais. A avaliação sobre eventual irregularidade depende do conteúdo da decisão e das circunstâncias apuradas pela Justiça Eleitoral.