O deputado estadual Samuel Júnior (Republicanos) repudiou a invasão ao plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) organizada por manifestantes nessa terça-feira (27). O protesto foi realizado por membros do Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sintaj), em greve desde o dia 6 de maio.
Samuel disse que a presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD), mandou reforçar a segurança. “O que nós vimos ontem foi uma verdadeira violação. Eu tive a oportunidade de conversar com alguns manifestantes e o que eu disse a eles é que, de fato, é a Casa do povo, e lógico que em nenhum momento você vai proibir do povo entrar na casa dele. Mas o plenário é uma representação do povo. E existem regras dentro do plenário. O que eles fizeram foi essa invasão, e eu confesso que fiquei muito indignado”, afirmou.
O deputado seguiu: “E se em algum momento eu pensei em ser presidente, foi exatamente ontem, para que, no meu entendimento, tomasse uma medida mais severa para que isso não acontecesse. É uma permissividade que a gente não pode deixar acontecer, porque imagina se todas as categorias que se sentirem prejudicadas e resolver fazer algum tipo de manifestação e invadir a Casa. Onde vamos parar com isso?”, questionou.
O parlamentar ressaltou que a discussão é válida, assim como a greve dentro dos parâmetros da lei. “Agora, a invasão do plenário, para mim, ultrapassa os limites. Se eu fosse presidente colocaria o pé em cima e quanto mais tempo que eu pudesse demorar, para mostrar que na chantagem as coisas não funcionam, [eu demoraria]”, disparou.
Samuel Júnior fez uma comparação com a invasão que aconteceu na Câmara Municipal de Salvador recentemente. “Não é coincidência. É aquela questão, acostumou. Se a Câmara de Vereadores não tomar uma providência e a Assembleia também não tomar, pode ter certeza que isso vai virar moda”, finalizou.
