O deputado estadual Robinson Almeida rebateu nesta quarta-feira as críticas feitas por ACM Neto ao governador Jerônimo Rodrigues e afirmou que o ex-prefeito “não tem autoridade moral para atacar a atual gestão estadual sem antes explicar os problemas que deixou em Salvador”. “Sem falar da demagogia de dizer que cuida de quem mais precisa. Todo mundo sabe que o compromisso de ACM Neto é com os ricos”.
Segundo Robinson, ACM Neto tenta construir um discurso de defensor da população, mas “fugiu do principal instrumento democrático durante a eleição de 2022”. “Quem não apareceu em nenhum debate no primeiro turno foi ACM Neto. Agora quer posar de exemplo de coragem política depois de ter evitado o confronto direto de ideias quando os baianos mais queriam ouvir propostas”, ironizou o parlamentar.
O deputado também criticou a condução da capital baiana durante a gestão do ex-prefeito. Para Robinson, ACM Neto “abandonou o transporte coletivo de Salvador”, permitindo a redução de linhas, a crise das empresas e a piora do serviço para a população mais pobre. “Se tivesse priorizado gestão de verdade e não marketing, Salvador não teria vivido o caos no transporte público que atingiu milhares de trabalhadores”, afirmou.
Na área social, Robinson disse que faltou compromisso com as famílias mais vulneráveis. “Mães pobres precisavam trabalhar e não encontravam vagas suficientes em creches para deixar seus filhos em segurança. Quem fala tanto em prosperidade deveria ter começado cuidando das pessoas que mais precisavam do poder público”, declarou.
O parlamentar ainda apontou problemas na saúde e na educação da capital baiana. Segundo ele, Salvador acumulou “índices vergonhosos” durante a administração de ACM Neto. “A cidade chegou a registrar alguns dos piores indicadores de saúde pública entre as capitais brasileiras, além de taxas preocupantes de mortalidade infantil. Na educação, os resultados da alfabetização infantil também ficaram entre os mais baixos do país”, disse.
Robinson Almeida também acusou o grupo político de ACM Neto de beneficiar aliados com contratos públicos. “O discurso moderno não combina com práticas antigas. Na gestão de Neto, amigos, aliados e parentes sempre tiveram espaço privilegiado. Enquanto isso, agora ele tenta vender uma falsa preocupação com o povo. A Bahia sabe distinguir quem trabalha de quem vive apenas de marketing político”, concluiu.
