Roberta Santana defende expansão de hospitais públicos e alerta que 80% da população baiana depende exclusivamente da estrutura do SUS
A proposta de implantar um modelo batizado de “Pix da Saúde”, baseada prioritariamente na contratação de serviços do setor privado, foi alvo de análise técnica da secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana. A titular da pasta pontuou que a iniciativa ignora a realidade territorial e demográfica dos municípios baianos.
Para a secretária, a rede complementar privada não pode substituir a construção e a expansão de equipamentos públicos estruturantes. “A contratualização existe e ajuda, mas ela não pode ser o centro de uma proposta de política pública de saúde para 15 milhões de habitantes, onde 80% é dependente do SUS. Dizer que a solução é contratar a rede privada demonstra desconhecimento: quase 60% dos municípios da Bahia têm menos de 20 mil habitantes e sequer possuem hospital privado para credenciar leito de UTI”, declarou.
Roberta sustentou que o projeto estadual prioriza o SUS público e universal. “O Estado já tem 3.700 leitos contratualizados onde há oferta privada, mas a proposta real é o fortalecimento da rede pública: construção de hospitais regionais, policlínicas e unidades básicas”, defendeu.